A influenciadora Deolane Bezerra e o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, tornaram-se réus nesta quinta-feira, 18, após o juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara Criminal de Presidente Venceslau, aceitar a denúncia do Ministério Público de São Paulo. Eles são acusados de lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Vérnix.
Entenda o caso
Deolane está presa desde 21 de maio na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, a 600 km da capital paulista. Marcola, que cumpre pena desde 1999, está na Penitenciária Federal de Brasília. Além deles, a denúncia inclui o irmão de Marcola, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, e os sobrinhos Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, além de um apontado operador financeiro do grupo.
Investigação aponta movimentação milionária
Segundo a decisão judicial, a análise de relatórios do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) identificou movimentações de R$ 27.002.774,72 incompatíveis com a capacidade econômica declarada por Deolane. O juiz destacou que a influenciadora atuava como receptora de valores ilícitos da Transportadora Lado a Lado, empresa de fachada operada em benefício do PCC. Sua conta bancária recebia depósitos fracionados oriundos da transportadora, a mando de Everton, agente financeiro de Alejandro.
Foram apreendidos veículos de luxo, como uma Mercedes-Benz AMG G63 4M e uma Cadillac Escalade, ambos modelos 2024/2025. A investigação também cita uma Lamborghini Huracan EVO registrada em nome da Deolane Bezerra Holding Patrimonial Ltda., o que, segundo a polícia, reforça a suspeita de uso de empresas para ocultar a real titularidade dos bens.
Defesas se manifestam
A defesa de Marcola e seus familiares afirmou que adotará todas as medidas processuais para demonstrar a fragilidade da acusação. Já a defesa de Deolane, liderada pelo criminalista Aury Lopes Jr., declarou que a influenciadora é inocente, que seus rendimentos têm origem lícita e que ela não possui vínculo com o crime organizado.
A Operação Vérnix foi deflagrada em maio, quando Deolane foi presa em Alphaville, na Grande São Paulo, um dia após retornar de uma viagem a Roma. Ela se recusou a depor, permanecendo calada durante a audiência.



