A defesa de Paola Stefany Neto Cirino, diarista de 29 anos que confessou ter matado um casal de idosos em Belo Horizonte, estuda a possibilidade de alegar insanidade mental. A informação foi confirmada pelo advogado da acusada, que destacou o histórico psiquiátrico da cliente.
Prisão em Itabira e confissão com relato de 'vozes'
Paola foi presa na última quinta-feira (2) em um hotel na cidade de Itabira, região central de Minas Gerais. Durante o interrogatório, ela confessou o crime e afirmou ter ouvido 'vozes' que a teriam ordenado a cometer o homicídio. O comportamento confuso e desconexo da diarista chamou a atenção dos investigadores, que solicitaram avaliação psiquiátrica.
Estratégia de defesa: insanidade mental
O advogado de Paola, que não teve o nome divulgado, declarou à imprensa que a defesa está analisando a possibilidade de requerer a absolvição por insanidade mental. 'Ela tem um histórico conturbado, com tratamentos psiquiátricos prévios. Vamos juntar laudos e exames para comprovar que, no momento do crime, ela não tinha plena consciência dos seus atos', afirmou o defensor.
Detalhes do crime
O casal de idosos, cujos nomes não foram revelados, foi encontrado morto dentro de casa no bairro Serra, em Belo Horizonte, na última quarta-feira (1º). Segundo a Polícia Civil, Paola trabalhava como diarista na residência das vítimas havia cerca de seis meses. As investigações apontam que o crime pode ter sido motivado por furto, já que objetos de valor foram levados da casa. No entanto, a confissão da acusada trouxe novos elementos ao caso.
Repercussão e próximos passos
O caso gerou comoção na capital mineira, reacendendo o debate sobre segurança doméstica e saúde mental. A Polícia Civil informou que aguarda os resultados da perícia e do laudo psiquiátrico para concluir o inquérito. A diarista permanece presa à disposição da Justiça.



