Decisão unânime da Suprema Corte da Louisiana
A Suprema Corte da Louisiana anulou, de forma unânime, a condenação por homicídio de Jimmie "Chris" Duncan, que passou 27 anos no corredor da morte. A decisão foi baseada na constatação de que as provas de marcas de mordida apresentadas pela acusação foram fraudulentas. Vídeos recentes, divulgados pela defesa, indicam que especialistas forenses manipularam as evidências para incriminar Duncan.
Manipulação de provas forenses
As imagens mostram que os peritos alteraram deliberadamente a forma das marcas de mordida para coincidir com a dentição de Duncan. A defesa argumentou que essa prática viola os padrões científicos e representa uma violação grave dos direitos do réu. "A manipulação das provas é inaceitável e comprometeu todo o processo judicial", afirmou um dos advogados de Duncan, em nota.
Contexto do caso
Duncan foi condenado em 1997 pelo assassinato de uma mulher em Louisiana. Durante todo o período no corredor da morte, ele manteve sua inocência. A anulação ocorre após anos de batalhas legais, nas quais a defesa questionou a validade das marcas de mordida como prova científica. Estudos recentes já haviam desacreditado essa técnica, mas o caso de Duncan é um dos exemplos mais emblemáticos de sua má aplicação.
Reações e próximos passos
Promotores de Louisiana já anunciaram que pretendem realizar um novo julgamento. No entanto, especialistas jurídicos criticam a decisão, apontando que as provas originais são frágeis e que um novo processo poderia ser infundado. "A credibilidade das provas originais é nula. Seria um erro insistir nesse caso", disse um professor de direito criminal da Universidade de Tulane. A Defensoria Pública de Louisiana comemorou a decisão, mas destacou que Duncan ainda enfrenta incertezas jurídicas.
Impacto no sistema de justiça
O caso de Jimmie Duncan levanta questões sobre a confiabilidade das provas forenses nos Estados Unidos. A anulação de sua condenação é um precedente importante, que pode influenciar outros casos semelhantes. Estima-se que dezenas de condenações baseadas em marcas de mordida possam ser revistas. A decisão da Suprema Corte da Louisiana reforça a necessidade de rigor científico no sistema judiciário.



