Três homens condenados por morte de pai e bebê de 8 meses em Itatiaia
Condenados por morte de pai e bebê em Itatiaia

Julgamento e penas

O Tribunal do Júri, em sessão realizada na manhã de quarta-feira (29) no Rio de Janeiro, condenou três homens pela morte de um pai e sua filha de oito meses, além da tentativa de homicídio da mãe da criança. A decisão foi divulgada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Dois dos réus foram sentenciados a 62 e 43 anos de prisão, respectivamente, por participação nos dois homicídios e na tentativa de homicídio. O terceiro condenado recebeu pena de quatro anos de reclusão, por envolvimento apenas na morte do homem.

Participação limitada

De acordo com o MPRJ, o Conselho de Sentença reconheceu que a participação do terceiro réu foi restrita ao monitoramento da vítima, não tendo ficado comprovada a intenção de matar o bebê. Essa distinção resultou em uma pena significativamente menor em comparação aos outros dois condenados. Além disso, duas mulheres que também figuravam como denunciadas no processo foram absolvidas, a pedido do próprio Ministério Público.

O crime em Itatiaia

O crime ocorreu em novembro de 2022, em Itatiaia, no sul do estado do Rio de Janeiro. As vítimas — um homem, sua filha de oito meses e a mãe da criança — deixavam o fórum da cidade em um táxi, após participarem de uma audiência relacionada a outro processo criminal. Segundo as investigações, o grupo foi monitorado desde a saída do fórum e passou a ser seguido por um veículo ocupado pelos criminosos.

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Pouco depois, o táxi foi interceptado. Um dos condenados efetuou diversos disparos contra o veículo. O homem morreu ainda no local. A bebê foi socorrida e levada a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. A mãe foi baleada no braço e sobreviveu ao ataque.

Motivação e agravantes

Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime teve motivação de vingança. O homem assassinado era apontado como responsável pela morte da companheira de um dos condenados em outro processo criminal. A acusação sustentou que o ataque foi praticado mediante emboscada, colocando em risco outras pessoas que estavam nas proximidades. Além disso, a condição de a vítima ter menos de 14 anos — no caso, a bebê de oito meses — constituiu circunstância agravante, elevando as penas dos responsáveis.

O caso teve grande repercussão na região e foi acompanhado por autoridades locais. O MPRJ destacou que a condenação representa um passo importante para a justiça, especialmente diante da brutalidade do crime que vitimou um bebê.

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