A Justiça da Paraíba aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus Christian Dantas e Larissa Leal pelo assassinato do engenheiro Rubens Fernandes, conhecido como "Rubinho", ocorrido em 21 de junho em Lagoa Seca, no Agreste paraibano. A decisão é da juíza Flávia de Souza Baptista.
O crime
Rubens Fernandes, de 29 anos, foi morto a tiros após deixar uma festa privada. Segundo a polícia, a motivação foi ciúmes: Larissa Leal, namorada de Christian, é ex-companheira da vítima. Após uma discussão, Rubens deixou o evento com amigos. Cerca de 20 minutos depois, no estacionamento, Christian buscou uma arma no próprio carro e atirou contra o peito da vítima, que morreu no Hospital de Trauma de Campina Grande.
Christian também ficou ferido na briga e, após ser preso, permaneceu em silêncio em depoimento. Ele foi autuado em flagrante por homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e emboscada) e lesão corporal contra a namorada e a irmã de Rubens. A arma foi apreendida.
Reação da família
O primo da vítima, Fábio Meireles, descreveu a família como "dilacerada". "Rubinho era uma pessoa do bem, jovem trabalhador, engenheiro civil. Ia fazer, agora em agosto, 30 anos. Não tinha contenda com ninguém", disse. O velório ocorreu em Guarabira e reuniu centenas de pessoas.
Imagens de segurança
Vídeos de câmeras de segurança mostram uma briga anterior ao crime, mas, segundo a irmã de Rubens, Rayssa Fernandes, o engenheiro não estava envolvido naquela discussão e apareceu apenas para retirar a namorada do local.
Denúncia do MPPB
Em 16 de julho, o Ministério Público ofereceu denúncia contra Christian e Larissa. Christian é apontado como executor; Larissa, como instigadora e auxiliadora material. A denúncia atribui homicídio qualificado por motivo fútil, com emprego de meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. Christian também responde por lesão corporal e porte ilegal de arma.
A juíza considerou provas da materialidade e indícios de autoria, citando testemunhas que viram Christian buscar a arma e atirar. Indícios apontam que Larissa instigou o crime e que a arma estava em seu veículo. O caso corre em segredo de justiça devido a "linchamento virtual" e ameaças de morte sofridos pelos réus. Eles têm 10 dias para apresentar defesa.
O advogado de Larissa, Júnior Moura, disse que não foi oficialmente notificado. A defesa de Christian não se manifestou até a última atualização.



