O Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, realiza nesta terça-feira (29) mais uma audiência do processo contra o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio contra a soldado Gisele Alves Santana. Serão ouvidos policiais militares, testemunhas protegidas e outras pessoas ligadas à investigação. O interrogatório do réu está previsto para o último dia da instrução, em 3 de julho.
O caso
Gisele Alves Santana, de 28 anos, foi encontrada baleada no apartamento do casal, na Zona Sul de São Paulo, em março deste ano. A princípio, a morte foi tratada como suicídio, mas a investigação da Polícia Civil apontou indícios de feminicídio. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso preventivamente e denunciado pelo Ministério Público.
Imagens de câmeras corporais dos policiais que atenderam à ocorrência mostram o tenente-coronel no corredor do prédio, enquanto os agentes atendiam à ocorrência. As gravações são consideradas provas importantes pela acusação.
A audiência
Nesta terça, estão previstos os depoimentos de policiais militares que participaram da ocorrência, uma testemunha protegida e familiares da vítima. A defesa do tenente-coronel também arrolou testemunhas, que serão ouvidas na mesma sessão.
O juiz responsável pelo caso determinou que a audiência ocorra sob sigilo, para proteger a identidade da testemunha protegida e evitar constrangimentos. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, a previsão é que a instrução seja encerrada em 3 de julho, com o interrogatório do réu.
Próximos passos
Após o fim da instrução, o juiz decidirá se o caso vai a júri popular. Se for pronunciado, o tenente-coronel será julgado pelo Tribunal do Júri, na Justiça comum, por feminicídio. A pena para o crime pode chegar a 30 anos de reclusão.
A família de Gisele cobra justiça e afirma que a soldado era vítima de violência doméstica. A defesa do tenente-coronel nega as acusações e diz que a morte foi suicídio.



