O Botafogo saiu vitorioso no julgamento de apelações que contestavam sua recuperação extrajudicial, realizada no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A decisão, proferida nesta segunda-feira, 20 de julho de 2026, manteve o plano de recuperação aprovado em 2024, que prevê o pagamento de dívidas estimadas em R$ 1,2 bilhão.
Detalhes do julgamento
A 8ª Câmara Cível do TJ-RJ, por unanimidade, negou provimento aos recursos interpostos por credores que questionavam a legalidade do processo. Segundo o relator, desembargador Carlos Santos, o plano atende a todos os requisitos legais e não há irregularidades. “O plano de recuperação extrajudicial foi homologado de forma regular, respeitando o direito de todos os credores”, afirmou o magistrado em seu voto.
Impacto para o clube
Com a decisão, o clube carioca poderá dar continuidade ao pagamento dos credores conforme o cronograma estabelecido. O Botafogo estima que, com a recuperação, conseguirá quitar cerca de 60% das dívidas totais em até 10 anos. A diretoria comemorou o resultado, destacando que a manutenção do plano é fundamental para a saúde financeira do clube.
“Essa vitória na Justiça é um passo importante para a estabilidade do Botafogo. Seguimos firmes no compromisso de honrar nossos compromissos e reconstruir o clube”, declarou o presidente do Botafogo, Durcesio Mello, em nota oficial.
Contexto da recuperação
A recuperação extrajudicial do Botafogo foi aprovada em 2024, após negociação com a maioria dos credores. O plano prevê alongamento de prazos e descontos nos valores devidos. Cerca de 70% dos credores aderiram voluntariamente ao acordo. A ação judicial foi movida por um grupo minoritário que alegava falta de transparência no processo.
Próximos passos
Com o fim das apelações, o Botafogo dará sequência ao pagamento das parcelas trimestrais. O clube também planeja novas rodadas de negociação com credores remanescentes para tentar incluir mais dívidas no plano. A expectativa é de que, com a recuperação judicial consolidada, o Botafogo possa voltar a investir em contratações e infraestrutura.



