O advogado Elias Gomes da Silva, de 43 anos, preso em flagrante por suspeita de estuprar uma menina de 6 anos em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, morreu no último domingo (3) no Pronto-Socorro do município. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), ele estava internado para realizar um procedimento cirúrgico quando sofreu uma parada cardíaca. A pasta não informou qual era o procedimento nem a causa da internação.
O caso
Elias estava preso desde o dia 18 de julho, após a mãe da criança denunciar à polícia que a filha havia sido vítima de abuso sexual. Durante o atendimento da ocorrência, testemunhas informaram aos policiais que o advogado mantinha um computador com vídeos de relações sexuais envolvendo diferentes pessoas e que haveria registros indicando a presença de outras crianças.
Com base nessas informações, a Polícia Civil também passou a investigar a suspeita de armazenamento de imagens de abuso sexual infantil. Após a prisão, a Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso (OAB-MT) determinou a suspensão cautelar do exercício profissional de Elias Gomes da Silva enquanto as investigações estavam em andamento.
Impacto e desdobramentos
A morte do advogado interrompe o andamento do processo criminal, mas não encerra as investigações sobre os possíveis vídeos de abuso infantil. A Polícia Civil continua analisando o material apreendido para identificar outras vítimas e possíveis envolvidos. A Sejus informou que o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames que possam esclarecer a causa da morte.
O caso gerou comoção na cidade de Várzea Grande, e a morte de Elias reacende o debate sobre a necessidade de políticas públicas de proteção à infância. A delegacia responsável pelo caso não se manifestou sobre o impacto da morte no processo, mas a suspensão cautelar da OAB-MT permanece válida até que haja decisão judicial em contrário.



