Uma nova pesquisa encomendada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro trouxe preocupação ao campo conservador no Rio de Janeiro. O levantamento, que testou possíveis substitutos para o governador Claudio Castro, mostrou que nenhum dos nomes avaliados alcança o desempenho esperado para manter a hegemonia do grupo no estado.
Os números indicam que, mesmo entre os eleitores mais alinhados ao bolsonarismo, há resistência a candidatos que não sejam o atual governador. Castro, que enfrenta um processo de impeachment e pode ter seu mandato cassado, é visto como o único nome capaz de unificar a base e garantir a vitória nas urnas.
Desempenho abaixo do esperado
De acordo com a pesquisa, os pré-candidatos testados – entre eles deputados estaduais e federais, além de ex-secretários – não conseguem ultrapassar a marca dos 30% nas intenções de voto espontâneas. Quando estimulados, os números melhoram, mas ainda assim ficam distantes do patamar necessário para vencer uma eleição majoritária no Rio.
O cenário acendeu um alerta no Palácio do Planalto e entre os estrategistas do PL, partido de Bolsonaro. A eventual saída de Castro do governo poderia abrir caminho para a oposição, que já articula uma candidatura única com forte apelo popular.
Reações nos bastidores
Nos bastidores, a insatisfação é grande. Aliados de Bolsonaro cobram uma definição rápida sobre o futuro político de Castro, enquanto outros avaliam a possibilidade de lançar um nome de consenso, como o vice-governador ou um ex-ministro com boa avaliação no estado.
“A pesquisa mostrou que não temos um plano B viável. Precisamos trabalhar para manter Castro no cargo ou encontrar uma alternativa que realmente empolgue o eleitorado”, afirmou um dirigente partidário sob condição de anonimato.
O que dizem os analistas
Analistas políticos apontam que o desgaste do bolsonarismo no Rio, somado às denúncias de corrupção e à crise na segurança pública, explica o fraco desempenho dos pré-candidatos. Além disso, a falta de unidade do grupo e a ausência de lideranças com carisma nacional dificultam a construção de uma candidatura competitiva.
Por enquanto, a estratégia é apostar todas as fichas em Castro. Mas, se o impeachment for adiante, o bolsonarismo terá que correr contra o tempo para evitar uma derrota acachapante nas urnas.



