Uma pesquisa realizada pela VR revela um cenário preocupante no mercado de trabalho brasileiro: mais de um terço dos trabalhadores da classe E cumpre jornadas de 54 a 64 horas semanais, na chamada escala 6x1. Enquanto isso, apenas 8% da classe A enfrenta essa carga horária excessiva.
PEC em tramitação no Senado
Atualmente, tramita no Senado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, além de garantir ao menos dois dias de folga por semana. A medida, se aprovada, impactaria diretamente os trabalhadores de baixa renda, que são os mais afetados pelas longas jornadas.
Impactos na saúde e nas empresas
Jornadas excessivas trazem riscos à saúde dos trabalhadores, como estresse, fadiga e doenças ocupacionais. Para as empresas, a imagem pode ser prejudicada, gerando riscos reputacionais. A pesquisa aponta que a concentração de horas extras na base da pirâmide social é um reflexo da desigualdade estrutural do país.
A PEC em discussão no Senado busca equilibrar essa situação, promovendo mais qualidade de vida para os trabalhadores e, ao mesmo tempo, estimulando a produtividade. A proposta ainda precisa passar por comissões e votação em plenário antes de se tornar realidade.



