Governadores elevam gastos e estados terão déficit de R$ 6 bi em 2026
Governadores elevam gastos; estados terão déficit de R$ 6 bi

Os estados brasileiros enfrentarão um déficit fiscal de R$ 6 bilhões em 2026, segundo levantamento da XP Investimentos. O resultado representa uma reversão do superávit de R$ 6,6 bilhões registrado em 2025. A deterioração das contas públicas estaduais é impulsionada por um aumento de despesas acima da inflação e da arrecadação, agravado pelo contexto de ano eleitoral.

Crescimento das despesas supera arrecadação

De acordo com o estudo, a despesa total dos estados cresceu 6,5% acima da inflação, o dobro do aumento da arrecadação. Esse desequilíbrio fiscal levou as contas estaduais ao vermelho, após um período de relativa estabilidade. O levantamento aponta que governadores aumentaram gastos, especialmente em áreas como pessoal e investimentos, sem o correspondente crescimento da receita.

Situação crítica em Minas Gerais e Alagoas

Estados como Minas Gerais e Alagoas destacam-se pela situação fiscal crítica. Em Minas, o déficit é agravado por despesas obrigatórias elevadas e baixa arrecadação. Alagoas, por sua vez, enfrenta dificuldades para equilibrar as contas mesmo com transferências federais. O estudo da XP alerta que a tendência de piora fiscal pode se intensificar nos próximos meses, com impactos sobre investimentos e serviços públicos.

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Royalties do petróleo não garantem equilíbrio

Mesmo estados que recebem royalties de petróleo, como o Rio de Janeiro, não conseguem se beneficiar desses recursos extras para alcançar uma situação fiscal equilibrada. A dependência de receitas voláteis e o crescimento acelerado das despesas comprometem a sustentabilidade das contas estaduais. O levantamento ressalta a necessidade de ajustes fiscais e controle de gastos para evitar o agravamento do déficit.

Em ano eleitoral, a pressão por gastos aumenta, o que pode levar a um cenário ainda mais desafiador para as finanças estaduais. A XP recomenda que os governos estaduais adotem medidas de contenção de despesas e busquem fontes alternativas de receita para reverter o déficit projetado.

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