Estudantes da USP aprovam fim da greve; assembleias por curso decidirão
USP: estudantes aprovam recomendação para encerrar greve

Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram, em assembleia realizada nesta segunda-feira, 8, a recomendação para o encerramento da greve que teve início no dia 14 de abril. A decisão, no entanto, ainda precisa ser ratificada por assembleias individuais de cada curso, que votarão individualmente pela continuidade ou não da paralisação em suas respectivas unidades.

Enfraquecimento do movimento

Nos últimos dias, alunos de faculdades como Direito, Escola Politécnica e Medicina já haviam encerrado a greve, o que enfraqueceu o movimento como um todo. De acordo com levantamento da Reitoria da USP, 19 unidades ainda estavam com alguma paralisação, enquanto outras 24 já haviam retomado as atividades normais.

Demandas dos estudantes

A greve busca melhorias no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), nas condições dos restaurantes universitários e das moradias do Conjunto Residencial da USP. A paralisação também critica a política orçamentária da universidade e contou com a adesão de professores.

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Motivos da greve

Os estudantes aprovaram a paralisação em 14 de abril, liderados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). O movimento acompanhou a mobilização de servidores, que também paralisaram suas atividades no mês passado em protesto contra uma gratificação anunciada pela universidade exclusivamente para professores.

Os servidores conseguiram avanços salariais e encerraram a paralisação, mas os estudantes decidiram manter a greve. A principal demanda é o reajuste do PAPFE, que atualmente oferece benefícios que variam de R$ 335 para estudantes residentes em moradia estudantil a R$ 885 para auxílio integral.

Proposta da USP versus reivindicação dos estudantes

A USP propôs um reajuste baseado no índice IPC-FIPE. Dessa forma, o auxílio integral passaria para R$ 912 mensais, enquanto o auxílio parcial para estudantes com moradia subiria para R$ 340. A proposta é considerada insuficiente pelos estudantes, que defendem um reajuste para R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo paulista.

Além disso, os estudantes criticam questões estruturais da universidade, como a gestão do restaurante universitário (conhecido como “Bandejão”), a moradia estudantil e a situação do Hospital Universitário (HU). Segundo manifestantes, o HU perdeu cerca de 30% de seu quadro de funcionários na última década.

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