Brasil bate recorde com 15,5 milhões de trabalhadores que estudam
Recorde: 15,5 milhões de trabalhadores conciliam emprego e estudo

O Brasil atingiu um marco inédito: pela primeira vez, o número de pessoas que conciliam emprego e estudo chegou a 15,5 milhões. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Educação, analisados pela Unico Skill, e revelam não apenas o recorde histórico, mas também um aumento significativo entre profissionais já formados que continuam se qualificando.

Crescimento expressivo entre trabalhadores-estudantes

Segundo a análise, o contingente de brasileiros que trabalham e estudam cresceu 11% em relação ao ano anterior, consolidando uma tendência de valorização da educação combinada com a atividade profissional. O recorde anterior, de 14,8 milhões, havia sido registrado em 2019. A recuperação pós-pandemia e o aquecimento do mercado de trabalho contribuíram para o avanço.

“O dado mostra que o brasileiro está cada vez mais consciente da necessidade de se qualificar para se manter empregado ou conquistar melhores posições”, destaca o estudo da Unico Skill. Entre os trabalhadores formais, a parcela que também estuda passou de 12,3% para 13,8% no período.

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Profissionais formados buscam mais qualificação

Outro destaque é o aumento de 7% no número de profissionais que já possuem ensino superior completo e continuam estudando. Esse grupo representa 2,1 milhões de pessoas, que buscam cursos de pós-graduação, especialização, MBAs e outros programas de aperfeiçoamento. “A educação continuada deixou de ser diferencial para se tornar exigência em muitas áreas”, aponta o relatório.

As áreas com maior procura por qualificação entre os já formados são Tecnologia da Informação (TI), Saúde e Gestão de Negócios. A pesquisa também revela que 62% dos trabalhadores que estudam estão na faixa etária de 25 a 44 anos, e 54% são mulheres.

Impactos no mercado de trabalho e na economia

O recorde de trabalhadores que estudam tem implicações diretas na produtividade e na competitividade do país. Empresas que investem em programas de educação corporativa e incentivo à formação tendem a reter talentos e aumentar a inovação. “Profissionais que conciliam trabalho e estudo apresentam maior engajamento e capacidade de adaptação a novas tecnologias”, afirma o estudo.

A tendência também reflete a mudança no perfil do emprego no Brasil, com a digitalização e a automação exigindo constantes atualizações. O Ministério da Educação e o Ministério do Trabalho têm incentivado parcerias público-privadas para ampliar o acesso à educação profissionalizante e superior.

Desafios e perspectivas

Apesar do recorde, ainda há desafios: a evasão escolar entre trabalhadores é de 18%, principalmente por falta de tempo ou recursos financeiros. Políticas de flexibilização de horários e financiamento estudantil são apontadas como essenciais para manter o crescimento. A Unico Skill projeta que, até 2026, o número de trabalhadores que estudam pode chegar a 17 milhões, caso o ritmo atual se mantenha.

“O Brasil precisa continuar investindo em educação de qualidade e em mecanismos que permitam a conciliação entre trabalho e estudo para sustentar esse crescimento e melhorar a competitividade global”, conclui o relatório.

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