A professora Valéria de Castro Alves, de 41 anos, morreu neste domingo (12) após uma batalha de mais de um ano contra um câncer de pulmão em estágio quatro. O sepultamento ocorreu na manhã de segunda-feira (13), no Cemitério Jardim das Paineiras, em Araguaína, norte do Tocantins. Ela deixa o marido, Emersom Castro, e os filhos Arthur, de 9 anos, e Samuel, de 2 anos.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico de câncer de pulmão foi recebido em maio de 2025, quando a doença já estava em estágio quatro. Exames também identificaram uma mutação rara. Segundo Emersom, o tratamento começou com sessões de quimioterapia e medicamentos adquiridos por meio de uma campanha de arrecadação, mas o organismo de Valéria deixou de responder à terapia, e a doença avançou. Posteriormente, ela iniciou um tratamento de imunoterapia e chegou a ficar internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Barretos (SP).
"Nós vivemos um milagre naquele período. Ela conseguiu sair da UTI, iniciar um novo tratamento e ainda viveu cerca de oito meses com qualidade de vida", contou o marido.
Rotina de cuidados
Durante mais de um ano de tratamento, Emersom passou a acompanhar de perto consultas, exames e medicações. "Eu conhecia todos os medicamentos, acompanhava os médicos, administrava os remédios e cuidava dela diariamente. Nos últimos meses, eu ajudava em tudo, desde o banho até a hora de se vestir", relatou.
Apesar das limitações provocadas pela doença, Emersom disse que Valéria manteve a serenidade durante o tratamento. "Ela sentia dores controladas pelos remédios e tinha algumas limitações, como não conseguir mais brincar com nossos filhos ou carregar o caçula no colo. Mas ela enfrentou tudo com muita fé."
O sonho de ver os filhos crescerem
Meses antes de morrer, Valéria publicou nas redes sociais um relato emocionado sobre a vontade de acompanhar o crescimento dos filhos, sonho que, segundo o marido, foi o que mais a motivou durante a luta contra a doença. O vídeo viralizou após a morte dela.
"Ela era apaixonada pelos nossos filhos. O maior sonho dela era vê-los crescer. Nós decidimos lutar juntos por eles e pelo nosso amor", afirmou Emersom. Ele também contou que esteve ao lado da esposa até os últimos momentos. "Ela partiu em paz. Eu pude segurá-la nos braços até o último suspiro. Foi um momento de muito amor."
Emersom Castro relembrou a rotina de cuidados com a esposa e disse: "Eu acompanhei ela e a amei até o fim. Não medi esforços. Estudei a doença, conheci os tratamentos, cuidei dela em tudo o que foi necessário. Eu só tenho a agradecer a Deus por ter me dado o privilégio de caminhar ao lado dela".
Valéria dedicou mais de 20 anos à educação em Araguaína. A notícia da morte gerou comoção entre colegas e alunos.



