Telecirurgia robótica no SUS avança, mas escassez de técnicos é gargalo
Telecirurgia no SUS: falta de técnicos é gargalo

A telecirurgia robótica no Sistema Único de Saúde (SUS) avança, mas expõe um gargalo crítico: a escassez de técnicos especializados. Com investimentos de R$ 50 milhões e o Brasil sendo o primeiro país a realizar o procedimento com internet de baixo custo, o setor enfrenta desafios operacionais e clínicos.

Investimentos e inovação no SUS

O governo federal destinou R$ 50 milhões para a implantação de telecirurgia robótica no SUS, visando ampliar o acesso a procedimentos minimamente invasivos em regiões remotas. O Brasil tornou-se pioneiro ao realizar a primeira telecirurgia utilizando conexão de internet de baixo custo, o que pode democratizar a tecnologia.

Escassez de profissionais técnicos

No entanto, um estudo global aponta que 59% dos hospitais relatam atrasos na implantação de robôs cirúrgicos devido à falta de profissionais técnicos capacitados. Matheus Moreira Soares, especialista em suporte técnico intraoperatório, analisa os riscos dessa lacuna. "A ausência de técnicos treinados pode comprometer a segurança do paciente e a eficácia do procedimento", alerta.

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Riscos operacionais e clínicos

A falta de profissionais qualificados aumenta o risco de falhas técnicas durante as cirurgias, podendo levar a complicações. Soares destaca que o suporte técnico intraoperatório é essencial para garantir o funcionamento correto dos equipamentos e a segurança dos pacientes. "Precisamos de investimento em capacitação para evitar que a tecnologia não seja plenamente aproveitada", conclui.

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