Transformar uma área verde em um jardim sensorial com uma diversidade de plantas foi o que alunos da Escola Técnica Estadual (Etec) de Araras (SP) fizeram dentro da unidade. A iniciativa proporciona uma experiência única, que estimula os sentidos e alivia o estresse. O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, instituído pela ONU em 1972, reforça a importância da preservação dos recursos naturais.
Estudantes encontram refúgio no jardim
A estudante Yasmin Ferreira da Silva, de 17 anos, afirmou que o espaço é como uma 'fuga' do ambiente escolar. "Parece que estou em um campo, com várias plantas que posso pegar, cheirar e tocar. É muito bom", disse.
O projeto surgiu no ano passado por iniciativa do professor Ezequiel Ortolan. "Aproveitamos a área verde da escola, que antes era um gramado, e implantamos o jardim sensorial com diversidade de plantas", explicou.
Estímulo aos cinco sentidos
Cores, cheiros, texturas e até sabores foram pensados para estimular as sensações. "Estimula visão, audição, tato, paladar e olfato", destacou o professor.
Os próprios alunos construíram o espaço perto de uma árvore tataré, com tronco que forma escultura natural. No centro, um lago com peixes e plantas aquáticas foi criado dentro de uma caixa d'água, promovendo interação, acolhimento e aprendizado.
Uso pedagógico e inclusivo
O local é usado em aulas práticas e por alunos de gastronomia, que colhem ervas aromáticas e flores comestíveis para receitas. "O aluno não fica só no mínimo. A gastronomia vem pegar detalhes de plantas para os pratos", afirmou o diretor Jeferson Antonio Alves.
O projeto, inédito nas Etecs da região, também é usado para inclusão de alunos com necessidades especiais. "Não beneficia só quem participou, mas todos. Alivia muito o estresse", disse a estudante Ana Caroline Carvalho Cardoso, de 17 anos.
Preservação ambiental e aprendizado
A manutenção do jardim é feita pelos alunos, exemplo de envolvimento com o bem comum. "Ao mesmo tempo que aproveitamos, beneficiamos o meio ambiente", afirmou a estudante Ana Lívia Lopes dos Santos, de 17 anos. Ela destacou que muitas flores plantadas eram desconhecidas e agora aprendeu que são comestíveis, como o girassol.



