Escolas públicas brasileiras estão integrando tecnologia, arte e leitura ao currículo, transformando a realidade de alunos em diversas regiões. Iniciativas como robótica sem telas, musicalização corporal e acervos literários ampliam o acesso a conhecimentos antes restritos a instituições particulares.
Robótica sem telas ganha reconhecimento internacional
Na zona rural de Boa Vista, Roraima, a Escola Municipal Balduíno Wottrich implementou o projeto Meu Primeiro Código, da Matatalab, que ensina pensamento computacional com blocos físicos de comandos. Alunos aprendem a programar robôs sem uso de telas, desenvolvendo raciocínio lógico e resolução de problemas. O projeto rendeu à escola o Selo ODS Educação 2025, concedido a instituições alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A certificação foi entregue em março de 2026, em Recife, durante cerimônia que reuniu representantes de todo o país. A vice-gestora da escola destacou que o contexto rural não foi obstáculo, mas parte da identidade do projeto: "A educação do campo também pode ser inovadora e conectada com o mundo".
Musicalização sem instrumentos em São Paulo
Na capital paulista, 27 escolas municipais de ensino fundamental, sendo 25 em CEUs, participam de um projeto de musicalização idealizado pelo maestro João Carlos Martins. Mais de 2,5 mil alunos do 1º ano usam palmas, voz, movimentos corporais e objetos do dia a dia para aprender fundamentos musicais. O projeto, desenvolvido em parceria com a Somos Educação e a Fazer Educação, está alinhado ao Currículo da Cidade e à BNCC. Segundo o cronograma, os estudantes avançam para leitura de partituras nos anos seguintes.
Bibliotecas ampliam acesso à literatura
O projeto Minha Biblioteca leva acervo literário a estudantes da rede municipal de São Paulo, do ensino fundamental ao médio, incluindo a EJA. A iniciativa posiciona a leitura como parte estruturante da formação, impactando a compreensão, expressão e pensamento crítico em todas as disciplinas.
Resultados e expansão nacional
A Fazer Educação, que atua em cerca de 500 municípios, já beneficiou mais de 4 milhões de estudantes e capacitou mais de 160 mil docentes. João Moacir Filho, diretor da empresa, afirma: "A educação precisa fazer sentido no cotidiano escolar. Não se trata apenas de oferecer ferramentas, mas de garantir que sejam aplicadas considerando os desafios de cada território". Os projetos são acompanhados por avaliações de proficiência e indicadores de engajamento. A empresa planeja expandir de forma responsável, mantendo a qualidade e a adequação a cada realidade.



