Greve de professores no DF completa 16 dias e PM usa spray de pimenta contra manifestantes
Greve de professores no DF completa 16 dias e PM usa spray de pimenta contra manifestantes

Professores da rede pública do Distrito Federal decidiram, em assembleia realizada nesta segunda-feira (16), manter a greve iniciada no dia 2 de maio. A paralisação completa 16 dias e a categoria segue mobilizada por reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

A decisão foi aprovada no gramado do Eixo Monumental, em Brasília. Após a assembleia, os professores iniciaram uma marcha em direção à sede da Secretaria de Educação, localizada no shopping ID. Durante o protesto, a Polícia Militar do DF usou spray de pimenta contra os manifestantes para impedir que entrassem no prédio.

Imagens enviadas à TV Globo mostram o momento em que um policial militar dispara spray de pimenta no rosto de uma servidora que se recusava a soltar a porta da secretaria. O episódio gerou reações de entidades e sindicatos, que condenaram o uso da força.

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De acordo com a Secretaria de Educação, das 713 escolas públicas do DF, 102 aderiram integralmente à greve. As demais funcionam parcialmente, com adesão de parte dos servidores. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) considerou a greve ilegal e impôs multa diária de R$ 1 milhão ao sindicato, mas o ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu a penalidade, mantendo a ordem de fim da paralisação e corte de ponto.

Na quarta-feira (11), o TJDFT aplicou nova multa de R$ 300 mil por dia de greve ao Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF). O governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou que cortará o ponto dos grevistas e descartou reajuste salarial para o funcionalismo público em 2025.

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