Estudantes vendem doces na rua para custear intercâmbio no México
Estudantes vendem doces na rua para custear intercâmbio

Três estudantes de Faculdades de Tecnologia (Fatecs) da região de Sorocaba foram selecionados para um intercâmbio acadêmico de cinco meses na Universidad de Monterrey, no México. Para custear a viagem, marcada para 26 de julho, o grupo vende doces nas ruas e realiza vaquinha virtual para arrecadar R$ 40 mil.

Quem são os estudantes

O grupo é formado por Talita Cristina Motta de Oliveira, 36 anos, e Amanda Emilly dos Santos, 23, ambas do curso de Gestão de Eventos da Fatec Itu (SP), e Gabriel Ferreira Barros, 20 anos, aluno de Ciência de Dados na Fatec Santana de Parnaíba (SP).

Seleção por mérito acadêmico

Os três foram aprovados no Programa de Mobilidade Acadêmica Internacional Paula Souza (Promaips), que selecionou apenas 158 alunos entre todas as 81 Fatecs do estado de São Paulo. O processo seletivo durou três meses e baseou-se no mérito acadêmico (notas) e na frequência escolar, sem provas.

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Embora tenham garantido a vaga e a isenção total das mensalidades na instituição mexicana, os custos de vida e logística ficaram por conta dos estudantes. A viagem tem retorno previsto para 13 de dezembro. Em Monterrey, Talita e Amanda focarão em Marketing Internacional voltado a eventos, enquanto Gabriel estudará Inovação, Comunicação, IA e Astronomia.

Risco de desistência

Mesmo com passagens garantidas, os alunos podem ter que desistir se não arrecadarem o valor total. O governo mexicano exige comprovação de recursos para moradia e subsistência antes de autorizar a permanência de estrangeiros. Segundo o grupo, o curto prazo de três meses entre a notificação da aprovação e o embarque é o principal motivo que leva muitos alunos a abandonarem o programa.

"Se não arrecadarmos o valor, teremos que desistir ou recorrer a empréstimos bancários e ajuda de familiares. Sabíamos que seria um grande desafio pelo tempo curto, mas escolhemos seguir em frente e fazer tudo o que está ao nosso alcance", afirmou Talita.

Vaquinha virtual e venda de doces

Para alcançar a meta de R$ 40 mil, o grupo adotou uma jornada dupla: na internet, Gabriel desenvolveu um site personalizado para cada um centralizar a vaquinha on-line; nas ruas, as estudantes produzem e vendem brigadeiros, bolos de pote e brownies em Itu, em pontos de grande circulação como pontos de ônibus, portas de academias e feiras livres.

"Nosso maior desafio é o tempo, já que fomos notificados no fim de abril e o embarque já é em julho. Apesar da correria, temos recebido muito carinho. Ganhamos desde produtos para vender até malas e itens de higiene de comércios locais. Cada ajuda nos aproxima do sonho", afirma Talita.

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