Estudante de Goiânia amarra celular a balões de hélio e grava vídeo a 3 km de altura
Celular amarrado a balões de hélio grava vídeo a 3 km de altura

Um jovem universitário de Goiânia realizou um experimento científico ao amarrar um celular a balões de gás hélio, conseguindo gravar imagens a mais de 3 mil metros de altitude. O aparelho, um Samsung Galaxy S10e de 2019, caiu de volta ao solo sem danos significativos, conforme relatou o estudante Pedro Augusto de Jesus Castro em entrevista ao g1.

Detalhes do Experimento

Pedro Augusto, estudante do primeiro período de engenharia da computação na Universidade Federal de Goiás (UFG), explicou que realizou modificações no celular para reduzir seu peso para cerca de 130 gramas, facilitando a subida dos balões. Ele acredita que a leveza do aparelho contribuiu para que a velocidade de queda não fosse alta, evitando danos maiores. Além de pequenas deformidades nas bordas, o celular continua funcionando perfeitamente.

Coleta de Dados Atmosféricos

O experimento foi realizado no último domingo (31), no Setor Sudoeste, onde Pedro reside. Apaixonado por astrofísica desde 2020 e atuando na área de astrofotografia, ele utilizou o voo para coletar dados atmosféricos, como temperatura, pressão, altitude e coordenadas. “São informações muito valiosas para estudar a atmosfera”, afirmou.

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O estudante programou o celular para gravar vídeos e enviá-los a cada minuto. No entanto, durante a queda, o aparelho pode ter reiniciado, pois não registrou o momento da descida. O experimento durou cerca de 40 minutos, com os balões sendo soltos de sua casa. O percurso total foi de 6 quilômetros, incluindo um trajeto de ida e volta devido a correntes de vento.

Fatores que Evitaram Danos

Pedro Augusto destacou três fatores que podem ter contribuído para a integridade do celular:

  • Papel preso: Um papel com seu número de telefone foi amarrado ao celular, funcionando como um planador e amenizando o impacto da queda.
  • Leveza: O baixo peso do aparelho reduziu a velocidade de queda, já que objetos mais pesados atingem velocidades maiores sob a força da gravidade.
  • Árvore: O celular foi encontrado próximo a uma árvore, indicando que pode ter batido nela antes de tocar o solo, amortecendo a queda.

Segurança e Repercussão

Sobre o risco de atingir alguém, Pedro reconhece que é possível, mas considera a probabilidade muito baixa, comparando com experimentos diários de radiossondagem, onde caixas de cerca de 100 gramas são liberadas sem incidentes. “Tem mais terra do que cabeça”, brincou.

O vídeo do experimento publicado no Instagram já acumula 2,4 milhões de visualizações. O universitário não esperava tanta repercussão e acredita que o uso de um celular tornou o feito inédito, já que a coleta de dados atmosféricos com balões é comum, mas com um smartphone é algo novo.

Esta foi a segunda tentativa de Pedro; na primeira, um balão estourou e o equipamento caiu precocemente. Agora, com o sucesso, ele planeja continuar seus estudos na área.

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