Nos próximos meses, a iniciativa privada passará a gerir serviços não pedagógicos de 95 escolas estaduais em Minas Gerais. O fundo IG4 BTG Pactual Health Infra venceu o leilão realizado pelo governo estadual em 30 de março, com uma proposta de contraprestação mensal de R$ 22,3 milhões.
O contrato, com duração de 25 anos, prevê investimentos totais de cerca de R$ 5,1 bilhões, dos quais R$ 1,25 bilhão serão destinados a obras de modernização e R$ 3,9 bilhões para operação e prestação de serviços. A empresa Opy, controlada pela IG4 Capital, será responsável pelos serviços.
As escolas estão distribuídas em 34 municípios, sendo 34 no Norte de Minas, 21 em Belo Horizonte e 40 na Região Metropolitana, atendendo aproximadamente 70 mil estudantes. A concessionária cuidará de manutenção predial, fornecimento de utilidades (água, energia, gás e esgoto), limpeza, jardinagem, tecnologia da informação, vigilância, climatização e controle de acesso.
Segundo a secretária adjunta de Educação, Stephanie Carvalho, a parceria deve gerar economia de mais de R$ 650 milhões aos cofres públicos ao longo de 25 anos. Ela afirma que a medida permitirá que diretores e professores foquem mais nas atividades pedagógicas.
O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) contesta a parceria, alertando para risco de demissões, já que o contrato não garante a manutenção dos empregos atuais. O governo orienta que a concessionária priorize a contratação dos profissionais que já atuam nas escolas.
O presidente da Opy, Matheus Renault, afirmou que a empresa não pretende romper o vínculo entre alunos e funcionários. A previsão é que a concessionária comece a atuar nas instituições até junho deste ano.



