O setor de viagens corporativas no Brasil está passando por uma transformação significativa, redefinindo o perfil de hospedagem e impulsionando novos modelos de negócio. De acordo com dados recentes da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), o segmento registrou um crescimento de 25% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Mudança no comportamento do viajante corporativo
Viajantes a trabalho estão cada vez mais exigentes, buscando não apenas conforto e localização, mas também flexibilidade e experiências autênticas. "O viajante corporativo moderno quer se sentir em casa, mesmo estando longe", afirma Carlos Mendes, diretor de hospitalidade da consultoria HVS Brasil. "Isso inclui desde opções de check-in remoto até espaços de coworking integrados ao hotel."
Hospedagem alternativa ganha espaço
Hotéis tradicionais enfrentam concorrência de plataformas de aluguel por temporada e residenciais de serviço. Dados do Airbnb mostram que as reservas corporativas na plataforma cresceram 40% no último ano. "Empresas estão optando por apartamentos completos, que oferecem mais privacidade e estrutura para longas estadias", explica Mendes.
Impacto nas grandes cidades
São Paulo e Rio de Janeiro lideram a demanda, mas cidades como Belo Horizonte e Porto Alegre também apresentam alta. Hotéis estão reformando seus espaços para incluir áreas de trabalho compartilhadas e lounges exclusivos. "A tendência é que o hotel se torne um hub de produtividade, e não apenas um lugar para dormir", diz o executivo.
Sustentabilidade como diferencial
Práticas sustentáveis também influenciam a escolha. Uma pesquisa da Booking.com revelou que 68% dos viajantes corporativos preferem acomodações com certificações ambientais. "Hotéis que investem em energia solar, redução de plástico e alimentos orgânicos ganham vantagem competitiva", destaca Mendes.
Perspectivas para o futuro
O mercado de viagens corporativas deve continuar aquecido, com projeção de crescimento de 10% ao ano até 2030. "A flexibilidade será a palavra-chave. Quem não se adaptar às novas demandas perderá espaço", conclui o diretor da HVS Brasil.



