Tolerância Zero: primeiras ações nas praias do Rio
Tolerância Zero: primeiras ações nas praias do Rio

A Prefeitura do Rio de Janeiro deu início ao Programa Tolerância Zero nas praias da Zona Sul, do Leme ao Leblon, com ações que incluíram apreensão de quentinhas, desaparecimento de vendedores de milho e queijo coalho e instalação de grades para controle de acesso. O primeiro dia de ordenamento foi marcado por mudanças significativas na paisagem e no comércio informal.

Fiscalização intensa e apreensões

Agentes da prefeitura percorreram a orla desde cedo, abordando vendedores ambulantes e recolhendo produtos sem procedência. Quentinhas foram apreendidas no Leme, conforme registro fotográfico de Gabriel de Paiva/Agência O Globo. A ação faz parte de um pacote de medidas que visam coibir a venda de alimentos sem garantia sanitária e organizar o espaço público.

Sumiço dos ambulantes tradicionais

Vendedores de milho cozido e queijo coalho, figuras tradicionais das praias cariocas, simplesmente não apareceram. A ausência foi notada por frequentadores, que relataram estranheza com a falta dos vendedores que há décadas fazem parte do cenário. A prefeitura não confirmou se houve notificação prévia ou se os ambulantes optaram por não trabalhar diante da fiscalização.

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Grades na orla e controle de acesso

Outra medida visível foi a instalação de grades em pontos estratégicos da orla, com o objetivo de controlar o fluxo de pessoas e veículos não autorizados. A estrutura metálica gerou opiniões divididas entre os banhistas: alguns elogiaram a organização, outros criticaram a descaracterização do ambiente praiano.

Impacto sobre o comércio e a rotina

O programa Tolerância Zero, anunciado pela prefeitura como parte de um plano de ordenamento urbano, promete continuar nos próximos dias. A expectativa é que a fiscalização se estenda a outras praias da cidade. Enquanto isso, comerciantes ambulantes buscam alternativas legais para continuar trabalhando, e a prefeitura afirma que vai oferecer capacitação e formalização.

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