A cidade do Rio de Janeiro enfrenta um paradoxo tecnológico: enquanto o mundo avança com inteligência artificial, o trânsito carioca ainda depende de sistemas analógicos com mais de uma década de uso. O atraso tem gerado congestionamentos crônicos, como o recente episódio na Rua Muniz Barreto, onde motoristas ficaram presos por horas.
Sistemas obsoletos e congestionamentos
De acordo com a prefeitura, os semáforos e centrais de controle de tráfego operam com tecnologia defasada, incapaz de se adaptar em tempo real ao fluxo de veículos. Enquanto cidades como São Paulo e Curitiba já adotaram soluções de IA para otimizar o trânsito, o Rio ainda conta com equipamentos instalados há mais de dez anos.
O secretário municipal de Transportes, João Silva, afirmou: "Precisamos urgentemente modernizar nossa infraestrutura para reduzir os congestionamentos que afetam a qualidade de vida dos cariocas."
Iniciativa de modernização
Em resposta, a prefeitura lançou um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para atrair parcerias privadas que integrem soluções tecnológicas avançadas, como sensores inteligentes e algoritmos de IA. O objetivo é substituir gradualmente os sistemas analógicos por uma rede digital capaz de prever e gerenciar o tráfego em tempo real.
Segundo dados da CET-Rio, cerca de 70% dos semáforos da cidade ainda são controlados por temporizadores fixos, sem capacidade de resposta dinâmica. A expectativa é que a modernização reduza em até 30% o tempo médio de deslocamento nos horários de pico.
Impacto na mobilidade urbana
O atraso tecnológico não só aumenta o tempo perdido no trânsito, mas também eleva a emissão de poluentes e o estresse dos motoristas. Especialistas apontam que a falta de investimento em inovação compromete a mobilidade urbana e a competitividade da cidade.
A prefeitura espera que o PMI atraia empresas de tecnologia para propor soluções inovadoras, com prazo de implementação previsto para 2027. "Queremos transformar o Rio em referência em gestão de trânsito inteligente", concluiu o secretário.



