Rio tem 70 mil casos de estelionato em 5 meses; golpe a cada 3 min
Rio: 70 mil golpes em 5 meses; um caso a cada 3 min

O Rio de Janeiro enfrenta uma explosão de golpes, com 70 mil registros de estelionato apenas nos primeiros cinco meses de 2023, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública. O número representa uma alta de 13% em comparação com o mesmo período de 2022, quando foram contabilizados cerca de 62 mil casos. A média é de um golpe a cada três minutos, e os idosos são as principais vítimas.

Mudança no Código Penal busca combater impunidade

Para frear o avanço dos crimes, o governo estadual apoiou uma recente alteração no Código Penal que elimina a necessidade de representação da vítima para a abertura de investigação em casos de estelionato. Antes, muitos processos eram arquivados porque as vítimas, especialmente idosos, deixavam de formalizar a denúncia por vergonha ou medo.

“A mudança é fundamental para que os criminosos não fiquem impunes. Muitas vezes, a vítima não registrava o boletim de ocorrência, e o crime simplesmente não era investigado”, afirmou o delegado titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Estelionato, Dr. Carlos Almeida.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Principais tipos de golpes

Os golpes mais comuns no estado incluem o falso sequestro, o golpe do bilhete premiado, o falso empréstimo consignado e fraudes bancárias online. Com o aumento da digitalização, os criminosos têm investido em abordagens por telefone e aplicativos de mensagens, se passando por instituições financeiras ou parentes em situação de emergência.

Dados da Polícia Civil indicam que 60% das vítimas de estelionato no Rio têm mais de 60 anos. A vulnerabilidade dos idosos, aliada à falta de familiaridade com tecnologias, os torna alvos fáceis.

Campanhas de prevenção

A Secretaria de Segurança Pública lançou uma campanha de conscientização em parceria com bancos e operadoras de telefonia. A orientação é que as pessoas nunca forneçam dados pessoais ou senhas por telefone ou mensagem, e que desconfiem de ofertas muito vantajosas.

“Estamos investindo em palestras em centros de convivência e divulgação nas redes sociais para alertar a população. O combate ao estelionato passa pela informação”, destacou o secretário de Segurança, João Pedro Costa.

A expectativa é que, com a nova lei e as ações preventivas, os índices comecem a cair ainda neste ano.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar