As chuvas que atingiram Rio Branco nos últimos dias agravaram a erosão no calçadão do Novo Mercado Velho, no Centro da cidade. Com o rápido avanço das fendas no solo, a área precisou ser interditada novamente nesta quarta-feira (10). A situação se repete: no final de maio, o local já havia apresentado rachaduras, mesmo após passar por obras de recuperação. Imagens recentes mostram fissuras nos pilares recém-construídos e na calçada que cobre a região.
Histórico de problemas
Em 12 de julho de 2024, cerca de 270 metros do calçadão foram interditados devido aos riscos à população. Na mesma ocasião, a Passarela Joaquim Macedo, também na região, foi fechada pelo mesmo motivo. Os problemas são atribuídos às enchentes do Rio Acre. Com a nova interdição, tapumes foram instalados como medida de segurança. Imagens registradas pela Rede Amazônica mostram rachaduras ao longo do calçadão e um desnível no solo, afetando áreas antes sem erosão.
Responsabilidades e ações
A Secretaria de Habitação e Urbanismo (Sehurb) informou, por meio de nota, que atuou na parte de urbanização do Novo Mercado Velho. Já os serviços de terraplanagem e contenção das margens foram executados pelo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (Deracre), órgão responsável por essa etapa. Ainda segundo a secretaria, assim que tomou conhecimento das novas erosões próximas a uma loja de artigos no local, a situação foi comunicada à Defesa Civil, que fará a avaliação técnica e definirá as medidas cabíveis. A área foi isolada preventivamente.
“A Defesa Civil segue acompanhando e monitorando a área. Além disso, está sendo realizada uma reunião de alinhamento entre as instituições envolvidas para a devida avaliação da situação e tomada das decisões cabíveis”, diz parte da nota.
O Deracre informou que é responsável pela Passarela Joaquim Macedo e que deve construir um novo pilar no local. Máquinas estão refazendo o talude e fazendo a limpeza na área onde será erguido o novo pilar. A assessoria do Deracre acrescentou que fará uma nova contenção no Mercado Velho após pedido de intervenção do governo, em reunião com a Sehurb, Defesa Civil e outros representantes.
Obras e impactos
O investimento inicial da obra, iniciada em 2023, foi de R$ 300 mil, com previsão de conclusão em dois meses, o que não ocorreu. A Passarela Joaquim Macedo está interditada há quase dois anos. Em 2023, cerca de 480 famílias que trabalhavam na feirinha de Economia Solidária foram realocadas, parte delas para a Praça Thomas Edison, ao lado da Biblioteca Pública. Em 2024, o Deracre anunciou a instalação de cortinas atirantadas, estacas-prancha metálicas e 18 estacas em um pilar danificado. Naquele ano, o governo do Acre decretou emergência devido às erosões no leito do Rio Acre, que afetavam o calçadão e a passarela.
Nota da Sehurb na íntegra
A Sehurb atuou no Novo Mercado Velho na parte de urbanização do espaço. Já os serviços de terraplanagem e de contenção das margens foram executados pelo Deracre, órgão responsável por essa etapa da obra. Assim que tomamos conhecimento das ocorrências registradas na área, o caso foi imediatamente comunicado à Defesa Civil, que possui competência para a avaliação técnica e definição das medidas cabíveis. A área já foi isolada preventivamente, visando garantir a segurança da população, e a Sehurb permanece à disposição para prestar todo o apoio necessário, colaborando com o Deracre e a Defesa Civil nas ações que vierem a ser adotadas. A Defesa Civil segue acompanhando e monitorando a área. Além disso, está sendo realizada uma reunião de alinhamento entre as instituições envolvidas para a devida avaliação da situação e tomada das decisões cabíveis. Para informações e esclarecimentos técnicos sobre o caso, orientamos que entre em contato com o Deracre ou com a Defesa Civil, órgãos responsáveis pelo acompanhamento e pelas avaliações técnicas. Atenciosamente, Samilca França, Secretária de Estado de Habitação e Urbanismo – Sehurb/Ac.



