Professores bolivianos bloqueiam ponte na fronteira com o Acre por reajuste salarial
Professores bolivianos bloqueiam ponte na fronteira com o Acre por reajuste salarial

Professores bolivianos bloquearam a ponte que liga o Acre à Bolívia e vias de acesso a Cobija na manhã desta terça-feira (12), em protesto por reajuste salarial e mudanças no financiamento da educação pública. O bloqueio, que inicialmente seria por tempo indeterminado, foi liberado nesta quarta (13) após acordo com o Ministério da Educação da Bolívia.

O movimento reuniu docentes de diferentes municípios do departamento de Pando e integra uma mobilização articulada em várias regiões do país. Entre as principais reivindicações estão o aumento salarial, atualização dos vencimentos e revisão do modelo de financiamento da educação.

A representante da Federação Departamental de Pando, Cecilia Pamela Terrazas Merubia, afirmou que a categoria também pede a anulação de propostas do governo e a saída da atual ministra da Educação, Beatriz García de Achá. “Estamos aqui neste bloqueio que iniciamos ontem [segunda, 11] e demos continuidade com a paralisação de 48 horas por uma luta justa. Queremos aumento salarial e também que seja anulada a proposta do governo do chamado 50/50 para os professores”, declarou.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

O bloqueio atingiu diretamente estudantes acreanos e brasileiros que atravessam a fronteira para estudar em universidades bolivianas. Com a passagem impedida, muitos precisaram deixar veículos do lado boliviano e seguir a pé ou com transporte alternativo. O estudante Antônio Ferreira disse que foi surpreendido pela interdição e criticou a falta de aviso prévio. “A gente não teve tempo para se organizar. É uma situação constrangedora, porque precisamos deixar o transporte e seguir a pé”, afirmou. Segundo ele, a rotina ficou mais complicada com a necessidade de transporte alternativo e a incerteza sobre a duração do protesto.

A Rede Amazônica Acre entrou em contato com o Ministério da Educação da Bolívia, mas não obteve retorno sobre as reivindicações.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar