Prefeito de Natal quer acabar com shows do Natal em Natal e focar em decoração
Prefeito de Natal planeja encerrar shows natalinos

O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), declarou nesta quinta-feira (30) que avalia encerrar os shows do evento Natal em Natal e redirecionar o orçamento para um novo modelo de programação natalina. Segundo o chefe do Executivo municipal, a proposta prevê manter apenas o grande show de Réveillon, enquanto os recursos seriam concentrados na decoração da cidade, na encenação do Auto de Natal e em atividades descentralizadas nos bairros.

Mudança no formato do Natal em Natal

“No Natal em Natal nós estamos pensando em acabar os shows, fazer só o grande show do Réveillon, mas trazer para dentro uma participação maior da população nos bairros, fazendo o Auto de Natal”, afirmou Freire. O prefeito acrescentou que a prefeitura também estuda ampliar os investimentos na decoração natalina. “Criar pontos nas quatro regiões para que as pessoas possam realmente sentir o espírito natalino”, disse.

Ainda não há data definida para a implementação do novo formato, nem detalhamento sobre como ficaria a programação cultural caso a ideia seja aprovada. A declaração foi feita durante entrevista à imprensa local.

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Parceria com iniciativa privada

O prefeito revelou que mantém conversas com empresas para aumentar a participação da iniciativa privada e tornar Natal mais atrativa tanto para moradores quanto para turistas. “Já estamos em contato com as empresas para que a gente possa tornar Natal também atrativo para o turista, não só para as pessoas daqui, mas que o turista venha participar de uma forma mais constante aqui do nosso Natal em Natal”, destacou.

A edição de 2025 do Natal em Natal contou com sete dias de shows gratuitos na área da engorda de Ponta Negra e, no Réveillon, na Avenida da Alegria, na Redinha. Entre as atrações estiveram nomes como Léo Santana, Claudia Leitte, Sorriso Maroto, Zé Vaqueiro, Dilsinho, Calcinha Preta, Limão com Mel, Ricardo Chaves, Durval Lelys, Zezo, Luan Estilizado e Henry Freitas, além de artistas locais.

Dívida com o setor cultural

Em julho de 2025, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ajuizou uma ação civil pública para obrigar a Prefeitura de Natal e a Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte) a quitar uma dívida de R$ 41,7 milhões com o setor cultural. Na ação, o MP solicita que a Justiça determine a divulgação da fila de credores, a apresentação de um cronograma para pagamento dos débitos e a suspensão de novas contratações por inexigibilidade de licitação com cachês individuais acima de R$ 500 mil até que o passivo seja reduzido.

Segundo o MPRN, do total da dívida, R$ 34,1 milhões correspondem a serviços já prestados e atestados pela administração pública, mas que ainda não foram pagos. Outros R$ 7,58 milhões são referentes a emendas parlamentares impositivas pendentes. A situação financeira do setor cultural na capital potiguar segue como um desafio para a gestão municipal.

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