Piracicaba lança manual de arborização urbana com espécies indicadas
Piracicaba lança manual de arborização urbana

A Prefeitura de Piracicaba lançou, nesta terça-feira (21), o novo Manual de Arborização Urbana. O documento estabelece regras para o plantio e a manutenção de árvores na cidade e orienta os moradores sobre como escolher espécies nativas e exóticas adequadas para cada espaço urbano, como ruas, praças, parques e áreas protegidas.

O material está disponível gratuitamente no site da Prefeitura de Piracicaba.

Espécies indicadas para vias públicas

Um dos focos do manual é a arborização em vias públicas. As espécies são divididas por porte e origem, conforme o tipo de calçada e canteiro.

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Espécies de pequeno porte

Indicadas para calçadas estreitas e sob fiação. Entre as nativas estão: guaçatonga (Casearia sylvestris), camboatã-da-serra (Connarus regnellii), guaxupita (Esenbeckia grandiflora), ipê-rosa-anão (Handroanthus avellanedae var. paullensis), chupa-ferro (Metrodorea nigra), cambuí (Myrciaria tenella), diadema (Stifftia chrysantha), barbatimão (Stryphnodendron adstringens) e algodão-do-brejo (Talipariti pernambucense). Exóticas incluem alectrion (Alectryon tomentosus), árvore-orquídea (Bauhinia blakeana), unha-de-vaca (Bauhinia monandra), pata-de-vaca-roxa (Bauhinia purpurea), flamboiã-de-jardim (Caesalpinia pulcherrima), gardênia-amarela (Gardenia volkensii subsp. spatulifolia), grevília-anã (Grevillea banksii), resedá (Lagerstroemia indica), escova-de-garrafa (Melaleuca viminalis) e sáraca (Saraca indica).

Espécies de porte médio

Indicadas para arborização urbana geral. Nativas: angico-branco (Albizia polycephala), chal-chal (Allophylus edulis), pata-de-vaca (Bauhinia forficata), falso-barbatimão (Cassia leptophylla), café-de-bugre (Cordia glabrata), babosa-grande (Cordia superba), cereja-do-rio-grande (Eugenia involucrata), uvaia (Eugenia pyriformis), pitanga (Eugenia uniflora), jeniparana (Gustavia augusta), ipê-amarelo-cascudo (Handroanthus chrysotrichus), ipê-amarelo (Handroanthus ochraceus), ingá (Inga vera subsp. affinis), caroba (Jacaranda cuspidifolia), carobão (Jacaranda macrantha), bico-de-pato (Machaerium acutifolium), jacarandá-branco (Machaerium paraguariense), farinha-seca (Ouratea castaneifolia), pau-brasil (Paubrasilia echinata), tabocuva (Pera glabrata), amendoim-do-campo (Platypodium elegans), quaresmeira-roxa (Pleroma granulosum), manacá-da-serra (Pleroma mutabile), aldrago (Pterocarpus violaceus), sabão-de-soldado (Sapindus saponaria), aroeira-salsa (Schinus molle), fedegoso (Senna macranthera), pau-cigarra (Senna multijuga), cássia-do-Nordeste (Senna spectabilis), ipê-branco (Tabebuia roseoalba), capitãozinho (Terminalia triflora) e catiguá (Trichilia hirta). Exóticas: coração-de-negro (Albizia lebbeck), pata-de-vaca-rosa (Bauhinia variegata), pata-de-vaca-branca (Bauhinia variegata var. candida), clausena (Clausena excavata), resedá-gigante (Lagerstroemia speciosa) e magnólia-amarela (Magnolia champaca).

Espécies de grande porte

Indicadas para arborização urbana. Nativas: farinha-seca (Albizia niopoides), angico-vermelho (Anadenanthera colubrina var. cebil), primavera-arbórea (Bougainvillea glabra), canafístula (Cassia ferruginea), sibipiruna (Cenostigma pluviosum var. peltophoroides), saguaraji (Colubrina glandulosa), grumixama (Eugenia brasiliensis), ipê-roxo (Handroanthus impetiginosus), dedaleiro (Lafoensia pacari) e pau-ferro (Libidibia ferrea). Exóticas: carolina (Adenanthera pavonina), chuva-de-ouro (Cassia fistula), cássia-rósea (Cassia javanica), jacarandá-mimoso (Jacaranda mimosifolia), magnólia-branca (Magnolia grandiflora), ipê-bálsamo (Tabebuia heterophylla) e tipuana (Tipuana tipu).

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Espécies nativas de porte muito grande

Indicadas para rotatórias e canteiros amplos: guanandi (Calophyllum brasiliense), jequitibá-branco (Cariniana estrellensis), jequitibá-rosa (Cariniana legalis), cássia-grande (Cassia grandis), cedro (Cedrela fissilis), louro-pardo (Cordia trichotoma), camboatá (Cupania vernalis), tamboril (Enterolobium contortisiliquum), ipê-roxo (Handroanthus heptaphyllus), ipê-roxo (Handroanthus impetiginosus), ipê-amarelo (Handroanthus vellosoi), carobão (Jacaranda micrantha), mirindiba (Lafoensia glyptocarpa), açoita-cavalo (Luehea divaricata), canelinha (Nectandra megapotanica), sassafrás (Ocotea odorifera), canafístula (Peltophorum dubium), coração-negro (Poecilanthe parviflora), almecegueira (Protium heptaphyllum) e guaraiuva (Savia dictyocarpa).

Orientações para plantio correto

O manual também explica como fazer o plantio correto levando em consideração o tamanho da passagem e o que há no local (encanamentos, fiações etc.) para evitar danos, acidentes e prejuízos ao patrimônio público e privado.

Responsabilidade pela arborização urbana

Segundo o manual, a preservação das árvores é um dever compartilhado, com tarefas divididas da seguinte forma: a Prefeitura planeja, implanta, conserva e fiscaliza. É responsável por escolher as espécies adequadas ao espaço urbano e executar podas para evitar interferências no trânsito, pedestres e edificações. Também faz remoções e replantios. A concessionária de energia (CPFL) executa podas exclusivamente para desobstruir a rede elétrica. A população cuida das árvores em seus limites, relata problemas e fiscaliza as ações da Prefeitura e da CPFL. Além disso, segundo o manual, os munícipes não podem plantar, podar ou remover árvores sem a autorização ou orientação prévia da Prefeitura.

Importância da arborização urbana

De acordo com o documento, as árvores urbanas são importantes para a saúde física e mental da população ao proporcionar sombra, redução da temperatura local, redução de barulho urbano, filtragem de agentes poluentes, drenagem de água das chuvas, abrigo e alimentação para a fauna silvestre. Fatores como embelezamento da cidade e aumento do valor agregado de imóveis e empreendimentos também foram citados pelo manual como pontos importantes.