Pensionistas do RJ reclamam de exclusão na 2ª parcela da recomposição salarial
Pensionistas do RJ reclamam de exclusão em recomposição salarial

Pensionistas do Estado do Rio de Janeiro estão insatisfeitos com o pagamento da segunda parcela da recomposição salarial, anunciada pelo governo em maio e depositada neste sábado. Segundo relatos enviados à coluna, os 5,62% de reajuste, que deveriam constar na folha de julho, não foram aplicados em seus proventos. A parcela é parte da Lei estadual 9.436/2021, que autorizou a correção da inflação acumulada entre 2017 e 2021.

Reclamações e resposta do RioPrevidência

Os pensionistas recebem seus benefícios por meio do RioPrevidência. Uma beneficiária contou que entrou em contato com a autarquia para esclarecer o motivo da ausência do aumento, mas recebeu uma resposta genérica pelo chat on-line. Na mensagem, o fundo informou que “a recomposição salarial será implementada de forma gradativa aos beneficiários” e orientou “aguardar as próximas folhas de pagamento”.

Procurado pela coluna, o RioPrevidência esclareceu que a recomposição é devida “apenas aos pensionistas que possuem regime de paridade com os servidores ativos, que correspondem a aproximadamente 30 mil pessoas”. Os demais, segundo a autarquia, “já têm seus benefícios corrigidos anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)”. No entanto, mesmo entre os que têm direito, alguns não identificaram o reajuste.

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Inconsistências e pagamentos gradativos

O RioPrevidência informou que, até o momento, a recomposição foi implementada para cerca de 11 mil pensionistas. Os que ficaram de fora apresentam “inconsistências na base de dados dos servidores do Estado”. A autarquia tranquilizou os beneficiários, afirmando que “serão atendidos gradativamente nos próximos meses, com efeitos retroativos ao mês de competência de julho”.

A coluna também consultou a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) para saber se algum grupo de servidores ativos não recebeu automaticamente o reajuste. Em resposta, a pasta disse apenas que “para ter direito à recomposição, o servidor deve ser efetivo do Governo do Estado, seja ele ativo ou inativo”. Concluiu afirmando que “em caso de dúvidas, é necessário procurar o setor de Recursos Humanos do órgão ao qual está vinculado”.

Detalhes da recomposição total de 11,56%

A segunda parcela da lei estadual incide sobre o salário já reajustado pelos 13,05% pagos em janeiro de 2022. O pagamento é feito pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-RJ). Em maio, o governo anunciou a segunda e a terceira cotas, cada uma de 5,62%, que juntas somam 11,56%. A terceira parcela está prevista para outubro, com depósito em novembro. A medida visa compensar as perdas inflacionárias do período 2017-2021, conforme autorizado pela legislação estadual.

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