De goleiro de 14 anos a motorista veterano: paixão pelo futebol em Campinas
Paixão pelo futebol em Campinas: do goleiro ao motorista

A paixão pelo futebol frequentemente surge na infância e, para muitos brasileiros, persiste por toda a vida. Para o adolescente Rafael Gonçalves da Silva, de 14 anos, calçar as luvas de goleiro representa aprendizado, socialização e, claro, muitos sonhos. "Quero ir para os Estados Unidos ou para a Itália", afirma o jovem goleiro. Já para quem está próximo da aposentadoria, como o motorista de ônibus Marcos Aparecido Valverde, com quase 30 anos ao volante, calçar as chuteiras e atuar como meio-atacante no time do bairro ainda é sinônimo de motivação e alegria. "A gente trabalha a semana inteira pensando no jogo de domingo. É um prazer. Futebol é amizade, é tudo na nossa vida", resume.

Craque nos estudos

O adolescente Rafael Gonçalves da Silva, de 14 anos, morador de Campinas (SP), sonha em fazer carreira no futebol e jogar no exterior. O sonho é de se tornar jogador profissional e conquistar os gramados mundo afora, mas Rafael também demonstra disciplina fora dos campos. Na escola, entre as matérias preferidas, além da educação física, está a matemática. O jovem sabe que o estudo é fundamental para quem almeja uma carreira no esporte. "Não é só jogar. Tem que saber se comunicar, entender contratos e cuidar do dinheiro", afirma o jovem, que concilia os estudos com a rotina de treinos e competições.

Juliana Gonçalves da Silva, mãe de Rafael, incentiva e acompanha os passos do filho. Ela conta que buscou no esporte uma forma de tirar Rafael das telas e reforça que o futebol, mais do que diversão, é uma ferramenta de formação para o filho. "O sonho é ver ele brilhando sempre, estudando acima de tudo e ser um grande homem", conclui.

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Craque do volante

O motorista Marcos Aparecido Valverde, de Campinas (SP), fala sobre a paixão pelo futebol. Ao volante do ônibus, Marcos carrega diariamente centenas de passageiros pelo corredor BRT de Campinas. Com quase 30 anos de profissão, conhece cada detalhe do trajeto e encara a rotina puxada com dedicação. Mesmo assim, encontra no futebol o combustível para seguir: uma paixão que herdou do pai e que mantém viva dentro e fora de campo. "Meu pai foi bom de bola, foi craque, né? Jogou até segunda e terceira divisão. Então, ele levava eu pros campos quando ele ia jogar. A gente gosta, tá no sangue", diz.

Aos finais de semana, Marcos troca o uniforme de motorista pelo de meio-atacante. "Hoje as pernas e o corpo já não ajudam mais por conta da idade, né? Mas quando mais novo a gente brincava mais ou menos", garante.

Às vésperas de mais uma Copa do Mundo, a EPTV reúne, durante esta semana, histórias de moradores da região de Campinas que têm no futebol uma paixão marcante no dia a dia.

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