Oscilações no varejo refletem acomodação da atividade, diz FGV Ibre
Oscilações no varejo refletem acomodação da atividade

As oscilações recentes no varejo são um 'retrato claro' do processo de acomodação da atividade econômica, segundo avaliação do economista Rodolpho Tobler, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Para ele, o quadro não indica uma contração da economia, mas sim um ritmo mais moderado de crescimento.

Queda no consumo de alimentos

Tobler destacou que a queda no consumo de alimentos é um sinal de que o orçamento das famílias está apertado. 'A retração na compra de itens essenciais, como alimentos, reflete a pressão sobre a renda disponível das famílias, que precisam ajustar seus gastos diante da inflação e do endividamento', explicou.

Impactos no varejo

O economista ressaltou que as variações nas vendas do varejo, observadas nos últimos meses, são esperadas em um cenário de desaceleração econômica. 'Não estamos vendo uma crise, mas uma acomodação natural após um período de crescimento mais forte. O varejo está se ajustando a um novo patamar de atividade', afirmou.

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Segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, as vendas no varejo apresentaram oscilações nos últimos meses, com altas e baixas em diferentes setores. O segmento de alimentos e bebidas, em particular, registrou queda real no volume de vendas, corroborando a análise da FGV Ibre.

Perspectivas para a economia

A FGV Ibre projeta que a economia brasileira deve crescer a um ritmo mais moderado nos próximos trimestres, com o PIB avançando cerca de 2% em 2023. 'O mercado de trabalho ainda mostra resiliência, mas a renda real das famílias está sendo comprimida pela inflação e pelos juros altos. Isso impacta o consumo, especialmente de bens não duráveis', concluiu Tobler.

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