Mortes no trânsito em Bauru (SP) sobem 44% no 1º semestre de 2026
Mortes no trânsito em Bauru sobem 44% no 1º semestre

O balanço divulgado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) aponta 13 mortes em acidentes de trânsito na cidade no primeiro semestre de 2026. No mesmo intervalo de 2025, foram nove óbitos. A diferença de quatro mortes representa uma alta de 44% na comparação entre os dois períodos.

A Emdurb ressalta que o aumento não foi um pico isolado. O crescimento das mortes se manteve contínuo desde o início do ano, o que sugere uma mudança estrutural no comportamento dos indicadores de segurança viária e não apenas uma ocorrência pontual.

Pedestres são maioria entre as vítimas

Das 13 mortes registradas entre janeiro e junho, seis foram de pedestres atropelados. Esse total corresponde a 46,1% das vítimas. Os motociclistas aparecem na sequência, com quatro óbitos, o que representa 30,7% do total. Também morreram um ciclista, um motorista e um passageiro de carro.

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  • Pedestres: 6 óbitos
  • Motociclistas: 4 óbitos
  • Ciclista: 1 óbito
  • Motorista: 1 óbito
  • Passageiro de carro: 1 óbito

Juntos, pedestres, motociclistas e ciclistas somam 11 das 13 vítimas, ou 84,6% do total. A predominância desses grupos indica que o trânsito de Bauru tem atingido com mais força quem se desloca sem a proteção de uma estrutura fechada.

Perfil das vítimas: homens e adultos jovens

O levantamento também detalha o perfil das vítimas. Dez eram homens e três eram mulheres. A distribuição etária mostra que cinco vítimas tinham entre 18 e 30 anos, outras cinco tinham de 46 a 60 anos e três tinham mais de 60 anos. Com isso, não houve registro de morte de crianças ou adolescentes no período.

A concentração nas faixas de 18 a 30 anos e de 46 a 60 anos evidencia que o problema atinge tanto jovens quanto pessoas em idade adulta. Já as três vítimas idosas reforçam a importância de medidas de proteção específicas para pedestres, público com maior risco de morte em atropelamentos.

Média mensal de mortes também cresce

Com os números absolutos, é possível calcular a média mensal de óbitos. No primeiro semestre de 2025, foram 9 mortes em seis meses, uma média de 1,5 óbito por mês. Em 2026, os 13 óbitos elevam a média para aproximadamente 2,17 mortes por mês. O incremento de quatro mortes no semestre representa uma morte adicional a cada 45 dias.

Essa média ajuda a dimensionar o ritmo das perdas no trânsito. Se mantido o padrão do primeiro semestre, o cenário tende a seguir exigindo atenção prioritária das autoridades.

Avenida Nações Unidas concentra 45 acidentes

O sistema InfoSiga, utilizado no estado de São Paulo para monitoramento de acidentes, aponta um trecho crítico em Bauru. Na Avenida Nações Unidas, entre o viaduto da Rodovia Marechal Rondon (SP-300) e o cruzamento com a Avenida Rodrigues Alves, foram registrados 45 acidentes no primeiro semestre de 2026. A média é de 7,5 ocorrências por mês apenas nesse trecho.

O trecho aparece como um dos principais pontos de atenção para a gestão de mobilidade urbana, especialmente pela concentração de ocorrências.

Total de acidentes em Bauru ultrapassa mil

Além dos 45 acidentes registrados na Avenida Nações Unidas, Bauru contabilizou 1.070 acidentes de trânsito em todo o perímetro urbano entre janeiro e junho de 2026. A média é de aproximadamente 178 ocorrências por mês. Os dados são da Emdurb.

O volume de acidentes, somado ao crescimento das mortes, mostra que a segurança viária continua sendo um desafio relevante. O número total de ocorrências ajuda a dimensionar a exposição diária de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres a situações de risco no trânsito.

Prefeitura adota medidas de acalmamento de tráfego

Diante do cenário, a Prefeitura de Bauru já iniciou ações para tentar reduzir os acidentes. Entre elas está o projeto piloto de "Rua Acalmada", que foi implantado com o objetivo de modificar trechos urbanos para induzir a redução de velocidade e aumentar a segurança de pedestres e ciclistas.

O impacto dessa medida no primeiro semestre de 2026 não foi detalhado no levantamento da Emdurb. O balanço, no entanto, oferece um retrato detalhado dos pontos que exigem prioridade e pode orientar novas intervenções de engenharia e fiscalização.

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