Morre eletricista atropelado por motorista bêbado na Zona Leste de SP
Morre eletricista atropelado por motorista bêbado em SP

O eletricista Nilson Leite Batista, de 56 anos, morreu nesta segunda-feira (3) em um hospital de São Paulo, tornando-se a segunda vítima do atropelamento ocorrido na madrugada de hoje na Zona Leste da capital. A esposa dele, Maria Gorete Saraiva, de 58 anos, faleceu no local depois de ser arremessada a uma altura de aproximadamente 15 metros com o impacto da batida. As duas mortes foram confirmadas pela Polícia Civil, que investiga o caso como homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual.

O casal caminhava pela calçada do Viaduto Dona Matilde quando foi atingido por um carro branco conduzido por Juliano Franco Fontes, de 24 anos. Segundo pessoas próximas à família, eles voltavam para casa após Nilson sair do trabalho. Com o impacto, Maria Gorete foi lançada a uma distância de cerca de 15 metros, sofrendo uma parada cardiorrespiratória. Ela chegou a ser socorrida por equipes de resgate, mas não resistiu. Nilson foi levado em estado gravíssimo a um hospital da região, onde permaneceu em atendimento intensivo, mas morreu horas depois em decorrência dos ferimentos.

Testemunha viu motorista tentar ligar o carro após a batida

Uma médica que presenciou o atropelamento contou à polícia que, imediatamente após a colisão, o motorista permaneceu dentro do veículo e tentou dar partida novamente, sem sucesso. A testemunha afirmou que Juliano apresentava sinais claros de embriaguez, como andar cambaleante, fala enrolada e confusão mental. O relato foi incorporado ao boletim de ocorrência e será utilizado nas investigações.

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Um policial militar que atendeu a ocorrência relatou em depoimento que o condutor chegou à delegacia dormindo, em razão do elevado grau de embriaguez observado pelos agentes. Juliano recusou-se a realizar o teste do bafômetro no local. No entanto, um exame clínico realizado no Instituto Médico Legal (IML) constatou sinais de embriaguez, segundo a Polícia Civil. Além disso, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motorista estava vencida devido ao acúmulo de pontos por infrações de trânsito, o que demonstra um histórico de descumprimento das leis de trânsito.

Prisão em flagrante por homicídio doloso

Juliano Franco Fontes foi preso em flagrante e deve responder por homicídio doloso, quando o agente assume o risco de matar. A classificação foi adotada pela polícia porque o motorista, ao dirigir embriagado, aceitou o risco de provocar a morte de terceiros. O caso foi registrado no 70º Distrito Policial, que solicitou a perícia e a análise de imagens de câmeras de segurança da região para auxiliar na reconstituição do acidente.

Após a audiência de custódia, a prisão foi mantida, e o motorista permanece à disposição da Justiça. A defesa ainda não se manifestou sobre o ocorrido. O Ministério Público deverá apresentar denúncia formal nos próximos dias, e o suspeito poderá ser submetido a julgamento popular se o crime for considerado doloso contra a vida. A legislação brasileira prevê penas mais severas para esse tipo de conduta, em comparação com o homicídio culposo no trânsito.

Casal era conhecido pela dedicação ao trabalho e à família

Uma conhecida da família contou que Nilson e Maria Gorete eram conhecidos por serem trabalhadores e prestativos. Nilson atuava como eletricista, enquanto Maria Gorete recolhia latinhas para complementar a renda familiar. O casal deixa filhos e um neto, que agora enfrentam a dor da perda repentina. Amigos e vizinhos se mobilizaram em solidariedade à família, prestando apoio em meio à comoção.

A tragédia ocorrida no Viaduto Dona Matilde repercutiu na comunidade da Zona Leste e chamou a atenção para os riscos da combinação de álcool e direção. Especialistas em segurança viária alertam que a embriaguez ao volante é um dos principais fatores de risco para acidentes fatais no Brasil. As autoridades de trânsito têm reforçado campanhas educativas, mas casos como este evidenciam a necessidade de fiscalização mais rigorosa e punições exemplares.

O caso segue em investigação, e novas testemunhas ainda podem ser ouvidas. A expectativa é que o laudo pericial ajude a esclarecer a dinâmica do atropelamento e a velocidade do veículo no momento do impacto. Enquanto isso, familiares das vítimas pedem justiça e esperam que o responsável seja responsabilizado na medida da lei.

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