Longe dos gramados, em Taubaté (SP), um morador vive a expectativa para o jogo entre Brasil e Marrocos de um jeito especial. Ele nasceu no Marrocos, a cerca de 200 quilômetros da capital Rabá, e há oito anos veio para o Brasil em busca de novas oportunidades. Estudante de gastronomia, Idriss encontrou na culinária uma forma de manter vivas as raízes marroquinas.
Uma mesa com dois países
Para a partida deste sábado (13), ele decidiu não escolher um lado e preparou receitas típicas dos dois países. Do lado do Marrocos, o destaque é o tagine, prato tradicional da culinária local. Já para representar o Brasil, ele preparou uma tábua de frios.
“Quem ganha, merece. Pronto”, disse Idriss, que garante que vai acompanhar o jogo sem sofrimento, mesmo com o coração dividido. Ele acredita em uma partida equilibrada e difícil para a seleção brasileira, mas diz que, independentemente do resultado, terá motivo para comemorar.
Raízes preservadas
Idriss veio para o Brasil há oito anos e, desde então, a gastronomia tem sido sua ponte com a cultura marroquina. O tagine, cozido lentamente em panela de barro, é um símbolo dessa tradição. A tábua de frios brasileira, por sua vez, representa sua adaptação ao novo país.
O morador de Taubaté afirma que o amistoso será equilibrado e difícil para o Brasil, mas que ele estará feliz de qualquer forma. “Vou torcer, mas sem sofrimento. A comida vai estar boa e o futebol, espero que também”, brinca.



