Três anos após a Prefeitura do Rio de Janeiro embargar a obra, uma mansão irregular no Joá, avaliada em R$ 10 milhões, continua intacta, sem qualquer demolição. O imóvel de três andares ocupa uma área muito superior à permitida pela legislação municipal.
Embargo ignorado
Em 2021, a Prefeitura determinou a paralisação da construção e a demolição da parte excedente, mas até hoje nenhuma medida foi tomada. A mansão, que pertence a um empresário não identificado, permanece de pé, desafiando a fiscalização.
Segundo a Secretaria Municipal de Urbanismo, o processo administrativo segue em tramitação, e uma nova vistoria foi solicitada. No entanto, moradores da região reclamam da impunidade e do descaso com as leis de zoneamento.
Impacto na vizinhança
A construção irregular gerou protestos de vizinhos, que apontam prejuízos à paisagem e ao meio ambiente. O Joá é uma área residencial nobre, com restrições rigorosas de ocupação. A mansão, com piscina e jardins, destoa do entorno e reforça a sensação de injustiça.
Procurada, a Prefeitura informou que o caso está sob análise e que tomará as providências cabíveis. Até o momento, nenhuma multa foi aplicada ou ordem de demolição cumprida.



