Campo Grande é reconhecida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como a capital mais arborizada do Brasil. Para manter esse cenário e evitar problemas como danos às calçadas e à rede elétrica, a prefeitura disponibiliza o Guia de Identificação de Árvores e o Manual de Arborização Urbana. Os documentos orientam moradores sobre quais espécies podem ser plantadas em diferentes espaços da cidade e quais devem ser evitadas. Também trazem informações sobre árvores proibidas por lei e cuidados necessários durante o plantio.
Quais árvores são recomendadas?
Segundo os documentos, as espécies mais indicadas são aquelas compatíveis com o ambiente urbano e que não causam prejuízos à infraestrutura. Além de oferecer sombra, elas ajudam a preservar a biodiversidade e contribuem para o equilíbrio ambiental. Entre as espécies recomendadas estão:
- Ipê-amarelo (Handroanthus chrysotrichus)
- Ipê-rosa (Handroanthus heptaphyllus)
- Ipê-roxo (Handroanthus impetiginosus)
- Jacarandá (Jacaranda cuspidifolia)
- Sibipiruna (Cenostigma pluviosum)
- Chuva-de-ouro (Cassia fistula)
- Quaresmeira (Pleroma granulosum)
Veja quais espécies são indicadas para cada local:
Calçadas
Em calçadas, o ideal é plantar árvores de pequeno ou médio porte, com raízes que não prejudiquem o pavimento. O uso de palmeiras não é recomendado por causa da dificuldade de manejo. Pequeno porte: Pata-de-vaca, Ipê-amarelo-cascudo, Casca-branca, Aroeira. Médio porte: Jacarandá, Cagaita, Pau-terra, Lixeira, Sucupira-branca. Em calçadas com menos de dois metros de largura, o plantio de árvores não é recomendado. Nesses casos, a orientação é priorizar áreas abertas.
Praças e parques
Locais com mais espaço permitem o plantio de árvores maiores e com copas amplas: Jatobá-do-cerrado, Vinhático, Açoita-cavalo, Canafístula, Guabirobeira, Peroba-rosa, Carandá.
Canteiros centrais
Nesses locais, a recomendação é utilizar árvores com crescimento mais vertical, para não prejudicar a visibilidade de pedestres e motoristas: Sibipiruna, Ipê-branco, Jacarandá, Chuva-de-ouro.
Árvores que devem ser evitadas
Algumas espécies podem causar problemas em áreas urbanas, como danos a calçadas e tubulações, atração de insetos, frutos grandes, raízes invasivas, risco de queda ou potencial tóxico. Veja quais não são recomendadas:
- Mangueira (Mangifera indica)
- Seriguela (Spondias purpurea)
- Chorão (Schinus molle)
- Figueirinha (Ficus benjamina)
- Paineira (Ceiba speciosa)
- Munguba (Pachira aquatica)
- Nim (Azadirachta indica)
- Cinamomo (Melia azedarach)
- Amoreira (Morus nigra)
- Goiabeira (Psidium guajava)
- Jasmim-manga (Plumeria rubra)
- Chapéu-de-Napoleão (Cascabela thevetia)
- Alfeneiro (Ligustrum lucidum)
- Cítricos, como limão e laranja (Citrus spp.)
- Palmeiras, como bocaiúva, jerivá, palmeira-fênix e palmeira-imperial
Segundo o manual, essas espécies exigem mais manutenção e podem causar impactos à estrutura urbana e ao meio ambiente.
Espécies proibidas por lei
Duas espécies não podem ser plantadas em Campo Grande, após serem proibidas em lei municipal:
- Murta (Murraya paniculata): hospeda o inseto transmissor do greening, doença que afeta plantações de citros.
- Leucena (Leucaena leucocephala): espécie invasora que ameaça a vegetação nativa.
Cuidados na hora do plantio
O Manual de Arborização Urbana também traz orientações para garantir o desenvolvimento saudável das mudas:
- Manter o colo da muda visível e sem terra acumulada;
- Regar com cerca de quatro litros de água por dia até o pegamento;
- Evitar muretas e manilhas ao redor do tronco;
- Utilizar tutores firmes, sem apertar o caule.
Esses cuidados ajudam no crescimento da árvore e contribuem para a segurança dos espaços públicos. Para conferir o guia completo acesse o site da prefeitura, e para o manual completo, também disponível online.



