Grupo mais frágil dos informais tem 10 milhões de pessoas
Grupo mais frágil dos informais tem 10 milhões

Dez milhões de brasileiros compõem o grupo mais vulnerável entre os trabalhadores informais, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Esses profissionais não possuem carteira assinada, contribuição previdenciária nem acesso a benefícios como seguro-desemprego ou FGTS.

Perfil do grupo mais frágil

O levantamento, divulgado nesta segunda-feira, aponta que esse contingente representa cerca de 30% dos 33 milhões de informais no país. A maioria é composta por mulheres (55%), negros (65%) e pessoas com ensino fundamental incompleto (70%).

Segundo a pesquisadora do Ipea, Maria Cristina Cacciamali, “esses trabalhadores estão à margem de qualquer proteção social, o que os torna extremamente suscetíveis a choques econômicos e crises como a pandemia”.

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Atividades predominantes

As ocupações mais comuns nesse segmento são vendedores ambulantes, diaristas, catadores de materiais recicláveis e trabalhadores domésticos sem carteira. A renda média mensal é de R$ 850, abaixo do salário mínimo vigente.

Impactos e desafios

A informalidade extrema dificulta o acesso a crédito, moradia e serviços públicos. O estudo recomenda políticas de formalização simplificada e ampliação da cobertura de programas sociais. O governo federal estuda medidas para incluir esse grupo em iniciativas como o Cadastro Único e o Bolsa Família.

“Sem uma intervenção estrutural, esses 10 milhões de pessoas continuarão perpetuando um ciclo de pobreza e exclusão”, alerta Cacciamali.

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