O segundo dia de greve dos rodoviários no Rio de Janeiro foi marcado por ônibus superlotados e passageiros exaustos. No Terminal Gentileza, a cena era de filas enormes e veículos lotados, com relatos de humilhação e desconforto. "A pessoa é amassada e humilhada", desabafou um passageiro ao tentar embarcar em um ônibus que já estava completamente cheio.
Caos no transporte e redução da frota
Dos 1.800 ônibus previstos para circular, apenas 1.400 estavam em operação, segundo o sindicato das empresas. A redução de 22% na frota gerou superlotação e longas esperas nos pontos e terminais. A prefeitura do Rio recomendou que a população utilize metrô e trens como alternativa, mas esses sistemas também registraram aumento de demanda.
Tarifas inflacionadas em aplicativos
Com a dificuldade de encontrar ônibus, muitos passageiros recorreram a aplicativos de transporte, que praticaram tarifas elevadas. O preço das corridas chegou a triplicar em alguns horários, gerando reclamações nas redes sociais. A situação agravou o caos na mobilidade urbana da cidade.
Negociações e audiência de conciliação
Uma audiência de conciliação entre rodoviários e empresários está marcada para esta terça-feira, podendo definir os rumos da greve. O sindicato dos rodoviários reivindica reajuste salarial e melhores condições de trabalho. As empresas, por sua vez, alegam dificuldades financeiras. O impasse mantém a população refém da paralisação, que já dura dois dias.
Impacto na população
A greve afeta diretamente milhões de cariocas que dependem do transporte público para trabalhar, estudar e acessar serviços essenciais. Relatos de atrasos no trabalho e dificuldade para chegar a consultas médicas são frequentes. A expectativa é que a audiência de conciliação traga uma solução para o impasse e normalize a circulação dos ônibus.



