Greve dos rodoviários no Rio: caos e longas filas na volta para casa
Greve dos rodoviários: caos e filas no Rio

Paralisação atinge passageiros no fim da tarde

A greve dos rodoviários no Rio de Janeiro continua a afetar milhares de passageiros que enfrentam longas filas e atrasos na volta para casa. A paralisação, que começou nesta terça-feira, se estendeu para esta quarta-feira, segundo dia de negociações entre o sindicato da categoria e as empresas de ônibus. O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) busca conciliação, mas ainda não há acordo.

Sindicato rejeita proposta e mantém reivindicação de 17%

O Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro recusou a proposta apresentada pelas empresas, que ofereceram reajuste salarial inferior aos 17% exigidos pela categoria. Segundo o sindicato, a reposição da inflação e ganho real são necessários para garantir o poder de compra dos trabalhadores. As empresas, por sua vez, alegam dificuldades financeiras e pedem moderação nas negociações.

Passageiros relatam transtornos e estresse

Nos terminais e pontos de ônibus, a situação é de caos. No Terminal Gentileza, no Centro do Rio, filas se formaram desde o início da tarde. Passageiros como a auxiliar administrativa Maria Silva, de 34 anos, relataram espera de mais de duas horas para conseguir embarcar. "É muito estressante. A gente não sabe se vai conseguir chegar em casa", disse. Outros passageiros optaram por transporte alternativo, como vans e aplicativos, mas com custos mais altos.

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TRT-1 tenta conciliação, mas não descarta penalidades

O TRT-1 convocou as partes para novas rodadas de negociação, mas alertou que, caso o impasse persista, poderá aplicar multas e outras penalidades. O tribunal também determinou a manutenção de frota mínima durante a greve, o que não foi cumprido integralmente, segundo relatos de usuários. A Justiça do Trabalho acompanha a situação de perto para garantir o direito de ir e vir da população.

Impacto na rotina e na economia

A greve dos rodoviários impacta não apenas a vida dos passageiros, mas também a economia local. Comerciantes e prestadores de serviços relatam queda no movimento, já que muitos funcionários não conseguiram chegar ao trabalho. A paralisação também afeta o turismo, com visitantes enfrentando dificuldades de locomoção. A previsão é de que as negociações continuem nos próximos dias, sem garantia de solução imediata.

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