Audiência de conciliação em Taubaté termina sem acordo. Os servidores municipais de Taubaté devem se reunir em assembleia nesta terça-feira (16), às 14h30, em frente à Câmara Municipal, para decidir sobre a proposta apresentada pela prefeitura durante as negociações da campanha salarial da categoria.
Assembleia após audiência frustrada
A assembleia acontece após uma audiência de conciliação realizada nesta segunda-feira (15) entre representantes da Prefeitura de Taubaté e do Sindicato dos Servidores Municipais terminar sem acordo. Com isso, a greve dos servidores, iniciada no dia 2 de junho, foi mantida.
Proposta da prefeitura
Durante a audiência, a administração municipal manteve a proposta de reajuste salarial de 2,5%, com aplicação prevista para 2027. Também foi mantida a proposta de aumento do vale-alimentação, que passaria dos atuais R$ 502,50 para R$ 844,50 a partir de setembro deste ano.
Mesmo já tendo sido rejeitada anteriormente pela categoria, a proposta será novamente submetida à avaliação dos trabalhadores durante a assembleia desta terça. O sindicato reivindica uma recomposição salarial de 9,43%, referente às perdas inflacionárias acumuladas desde o último reajuste concedido aos servidores, em 2024.
Posição do sindicato
Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Taubaté, Rosalba Ramos, não houve avanço nas negociações durante a audiência de conciliação. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) informou que, após a audiência de conciliação terminar sem acordo entre a Prefeitura e o sindicato, o processo será distribuído a um desembargador relator, seguirá os trâmites processuais e será posteriormente julgado pelo Órgão Especial da Corte.
Terceira semana de greve
A paralisação entrou na terceira semana nesta segunda-feira (15) e continua impactando serviços públicos no município. Na semana passada, a Justiça determinou que ao menos 70% dos servidores permaneçam em atividade para garantir o funcionamento dos serviços essenciais. A decisão tomada pelos trabalhadores na assembleia poderá definir os próximos rumos do movimento grevista.



