Greve de servidores em Taubaté completa 11 dias e impacta saúde e educação
Greve de servidores em Taubaté completa 11 dias

A greve dos servidores municipais de Taubaté atingiu 11 dias nesta sexta-feira (12) e continua a afetar os serviços públicos, especialmente nas áreas de educação e saúde. Embora as unidades da rede municipal de ensino estejam abertas, as aulas permanecem suspensas em várias escolas devido à adesão dos profissionais ao movimento grevista.

No bairro Parque São Jorge, por exemplo, apenas uma criança foi vista entrando na Escola Judith Campista César na manhã desta sexta-feira. Os impactos da paralisação também são sentidos em unidades de saúde e outros serviços municipais.

Reivindicações e negociações

De acordo com o sindicato, a principal demanda é a reposição da inflação acumulada desde o último reajuste salarial, concedido em 2024. Os servidores pedem uma recomposição de 9,43% nos salários. Na quarta-feira (10), a categoria decidiu manter a paralisação após rejeitar a proposta apresentada pela prefeitura durante uma assembleia realizada na Avenida do Povo.

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A prefeitura propôs um reajuste de 2,5%, com aplicação prevista para o próximo ano, proposta que não foi aceita pelos trabalhadores. Na semana passada, a Justiça determinou que pelo menos 70% dos servidores permaneçam em atividade durante a greve para garantir a continuidade dos serviços essenciais.

Próximos passos

Prefeitura e sindicato devem voltar a se reunir na próxima segunda-feira (15), em uma audiência de conciliação marcada pela Justiça, na tentativa de chegar a um acordo e encerrar o movimento.

Proposta rejeitada

Na manhã desta quinta-feira (11), em assembleia, os funcionários públicos rejeitaram a proposta de reajuste salarial feita pela Prefeitura. A proposta havia sido colocada na mesa pelo Executivo em reunião com o Sindicato dos Servidores Municipais na quarta-feira (10). O encontro durou mais de oito horas.

Na reunião, a Prefeitura propôs um reajuste de 2,5% da referência salarial de 2026 para valer a partir de 2027. Além disso, tramita na Câmara Municipal um projeto de lei do Executivo para aumentar o vale-alimentação dos servidores.

Contexto da greve

A greve iniciou no dia 2 de junho e impacta serviços públicos, principalmente nas áreas da Saúde e da Educação. A categoria reivindica a recomposição salarial de 9,43%, percentual referente à inflação acumulada desde 2024, quando foi concedido o último reajuste aos servidores.

Desde o início das negociações, a Prefeitura afirma enfrentar dificuldades financeiras e defende a construção de uma proposta compatível com os limites do orçamento municipal. Nesta semana, a Justiça rejeitou um pedido da Prefeitura para aumentar a multa diária aplicada ao Sindicato por suposto descumprimento da decisão que determinou a manutenção de pelo menos 70% do efetivo durante a greve.

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