A greve de ônibus no Rio de Janeiro chegou ao terceiro dia com acusações mútuas entre empresas e sindicato. O Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas de transporte, divulgou nota culpando "baderneiros" e o Sindicato dos Rodoviários por não cumprir a ordem judicial que determina a circulação de 80% da frota. Segundo o Rio Ônibus, independentemente das negociações em curso, os motoristas receberão um reajuste salarial de 4,39% no próximo pagamento.
Caos no transporte e frota reduzida
Dados oficiais apontam que apenas 1.650 dos 2.880 ônibus estavam em circulação, bem abaixo dos 80% exigidos pela Justiça. A situação gerou superlotação nos terminais, como o Terminal Gentileza, e longas filas de espera. Passageiros relataram atrasos e dificuldade para chegar ao trabalho.
Prefeito responsabiliza empresas
O prefeito Eduardo Cavaliere culpou as empresas pelo descumprimento da frota mínima. "As empresas têm a obrigação de manter a frota. Se não estão conseguindo, é responsabilidade delas", afirmou. A prefeitura informou que vai multar as empresas que descumprirem a determinação judicial.
Negociações em andamento
As negociações entre Rio Ônibus e Sindicato dos Rodoviários continuam, mas sem acordo. O sindicato dos trabalhadores alega que o reajuste de 4,39% é insuficiente e que há pendências sobre condições de trabalho. A greve começou na segunda-feira e não há previsão de término.



