A greve dos rodoviários no Rio de Janeiro completou o segundo dia nesta terça-feira, 30 de junho de 2026, deixando passageiros em situação crítica. Com apenas 50% da frota em circulação, os ônibus que operam estão superlotados, e muitos usuários recorreram a aplicativos de transporte, arcando com tarifas que chegam ao dobro do normal.
Passageiros relatam dificuldades
Em pontos de ônibus da cidade, como em São Cristóvão, a lotação era visível. Passageiros enfrentavam dificuldades para embarcar e, quando conseguiam, viajavam apertados. Uma usuária, que preferiu não se identificar, reclamou: 'Tive que pegar um carro de aplicativo e foi o dobro do valor'. O relato reflete a realidade de muitos que, sem alternativa, pagaram mais caro para chegar ao trabalho ou a compromissos.
Negociações em andamento
Uma reunião está marcada para esta terça-feira entre o sindicato dos rodoviários e o consórcio Rio Ônibus, na esperança de chegar a um acordo e encerrar a paralisação. O movimento grevista começou na segunda-feira, 29 de junho, e já causa transtornos significativos na mobilidade urbana. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, recomendou que a população utilize meios de transporte alternativos, como trens, metrô e barcas, que estão operando normalmente.
Impacto no transporte público
A redução da frota para metade do habitual gerou superlotação em todas as linhas. De acordo com o sindicato dos rodoviários, a greve é por reajuste salarial e melhores condições de trabalho. O Rio Ônibus, por sua vez, afirma que as negociações estão abertas e espera um desfecho positivo. Enquanto isso, os passageiros seguem enfrentando longas esperas e viagens desconfortáveis.



