A greve dos ônibus no Rio de Janeiro entra no terceiro dia com uma nova assembleia marcada para esta quarta-feira, 1º de julho de 2026, que decidirá sobre a suspensão temporária da paralisação. A deliberação atende a um pedido do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e está prevista para ocorrer às 16h no bairro de Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio.
Reivindicações e impasse salarial
A categoria dos rodoviários reivindica um aumento salarial de 17%, enquanto as empresas concessionárias oferecem 4,39%. O impasse persiste desde o início da greve, que já causou grandes transtornos à população. Passageiros enfrentam superlotação, longas esperas e dificuldades para chegar ao trabalho e a outros compromissos.
Segundo o sindicato dos rodoviários, a assembleia de hoje é crucial para definir os próximos passos do movimento. Caso a suspensão seja aprovada, as negociações com as empresas e o TRT devem ser retomadas para buscar um acordo definitivo.
Impactos e atos de vandalismo
A paralisação tem gerado tensão nas ruas do Rio. Na terça-feira, 30 de junho, houve protestos no centro da cidade, com relatos de atos de vandalismo, incluindo depredação de ônibus e confrontos com a polícia. A situação levou o TRT a intervir, solicitando a suspensão temporária para garantir a segurança e o direito de ir e vir dos cidadãos.
De acordo com a Rio Ônibus, entidade que representa as empresas, a frota parcial que opera durante a greve não consegue atender nem 30% da demanda habitual, agravando o caos no transporte público. A empresa estima prejuízos diários de milhões de reais.
Próximos passos
A assembleia em Rocha Miranda será aberta a todos os trabalhadores da categoria. A votação deve ocorrer por aclamação ou voto secreto, dependendo da decisão da diretoria do sindicato. Caso a suspensão seja rejeitada, a greve continua por tempo indeterminado. O TRT já sinalizou que poderá multar o sindicato em caso de descumprimento de ordens judiciais.
O presidente do sindicato, em entrevista coletiva, afirmou: “A categoria está unida e não aceitará um reajuste que não reponha as perdas salariais dos últimos anos. A decisão será tomada de forma democrática.”



