GO-139: caminhoneiro é ouvido após acidente que matou 4 pessoas
GO-139: caminhoneiro é ouvido após acidente que matou 4

O motorista do caminhão envolvido na batida frontal que matou quatro pessoas na GO-139, no sudeste goiano, prestou depoimento à Polícia Civil. O condutor, que estava acompanhado do filho de 5 anos no momento do acidente, se apresentou espontaneamente às autoridades depois de permanecer no local durante todo o atendimento da ocorrência. A informação foi confirmada pelo delegado Kennet Carvalho, responsável pelo caso.

O acidente ocorreu na quinta-feira (30) no trecho entre Vianópolis e São Miguel do Passa Quatro, municípios da região sudeste de Goiás. Segundo a Polícia Militar, o caminhão colidiu de frente com o carro em que viajavam Elizene Moreira da Silva, de 28 anos; Davi Gonçalves Oliveira, de 35; Deivid Gonçalves Ferreira, de 13; e Thayla Izabelly Gomes de Souza, de 6. Todos morreram no local. Ana Cecília Gonçalves Ferreira, de 8 anos, filha do casal, sobreviveu e foi socorrida em estado grave, sendo encaminhada ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugol).

Depoimento do caminhoneiro

Em entrevista ao g1, o delegado Kennet Carvalho disse que o caminhoneiro contou que o carro da família vinha em zigue-zague e em alta velocidade. "Quando ele identificou a possibilidade de colidir, ele jogou o veículo na contramão, mas não conseguiu evitar a colisão", afirmou o delegado. O motorista do caminhão também relatou que, ao se aproximar do automóvel, viu latas de cerveja no seu interior.

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De acordo com Kennet, o condutor do caminhão permaneceu no local do acidente durante o trabalho das forças de segurança e, em seguida, se apresentou para prestar depoimento. "Ele permaneceu no local durante todo o acompanhamento pelas forças de segurança. E hoje ele se apresentou à Polícia Civil e foi devidamente ouvido", disse.

Investigação por homicídio culposo

A Polícia Civil trata o caso como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. No entanto, o delegado Kennet Carvalho ressaltou que ainda é cedo para atribuir responsabilidade. "Nesse momento, ainda é muito prematuro para imputar a responsabilidade tanto ao motorista do caminhão quanto ao motorista do carro. Nós ainda não temos como precisar quem seria o causador do acidente", destacou.

As investigações devem incluir análise de perícia, testemunhas e eventuais imagens de câmeras na rodovia. Até o momento, o depoimento do caminhoneiro é a principal versão apresentada sobre a dinâmica da colisão.

Vítimas esperadas para jantar

A tia de Elizene, Simone da Silva Almeida, contou à TV Anhanguera que a família aguardava as vítimas para o jantar. Elizene, o marido e as crianças iriam passar o último final de semana das férias na casa da avó. "A Graciene (irmã mais velha da Elizene) me ligou solicitando que eu avisasse a mãe que a irmã tinha sofrido um grave acidente. Quando a gente avisou, ela falou: 'Eu estava esperando ela aqui para jantar com a gente e ela vinha dormir, passar uns dias aqui, porque estava de férias'", disse Simone.

Simone ainda revelou que Elizene havia mandado mensagem avisando que se atrasaria porque estava em um culto. A última conversa com a mãe aconteceu quando ela passava pelo trevo de Vianópolis. No carro estavam Elizene, o marido, os dois filhos dele e uma amiga das crianças.

Sobrevivente hospitalizada

A menina Ana Cecília, de 8 anos, foi a única sobrevivente do carro. Ela foi socorrida por equipes de resgate e levada em estado grave para o Hugol, em Goiânia. Já o filho do caminhoneiro, de 5 anos, teve apenas ferimentos leves.

Ao todo, quatro pessoas perderam a vida no acidente. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda laudos para esclarecer as causas da batida e definir as responsabilidades legais.

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