Flávio Bolsonaro veste camisa errada em ato e gera polêmica
Flávio Bolsonaro veste camisa errada e causa polêmica

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protagonizou um momento inusitado durante um ato político no Rio de Janeiro na última quarta-feira (15). Ao subir ao palco para discursar, o parlamentar vestia uma camisa amarela com o nome de um candidato adversário, gerando imediata reação do público e críticas nas redes sociais.

O erro no vestuário

A camisa em questão trazia o nome de um candidato a deputado estadual de partido rival, fato que não passou despercebido pelos presentes. Assessores próximos ao senador afirmaram que se tratou de um erro logístico: a camisa havia sido entregue por engano pela equipe de produção do evento. "Foi uma troca infeliz. O senador pegou a peça errada sem perceber", explicou um assessor que preferiu não se identificar.

Flávio Bolsonaro percebeu o equívoco apenas quando já estava no palco, mas optou por manter a camisa durante todo o discurso de aproximadamente 15 minutos. Em determinado momento, chegou a brincar: "Pelo menos a cor é a certa", referindo-se ao amarelo, cor associada ao seu partido.

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Repercussão imediata

Nas redes sociais, a imagem do senador com a camisa errada viralizou rapidamente. O termo "camisa errada" ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil por mais de duas horas. Internautas de diferentes espectros políticos ironizaram a situação. Um perfil com mais de 500 mil seguidores publicou: "Até a camisa dele quer se distanciar do bolsonarismo".

O candidato cujo nome estava estampado na camisa, o deputado estadual João Silva (MDB-RJ), também se manifestou. Em nota, disse: "Não combino com o senador, mas agradeço a propaganda involuntária". A declaração foi recebida com humor por apoiadores de ambos os lados.

Antecedentes de polêmicas

Esta não é a primeira vez que Flávio Bolsonaro se envolve em controvérsias relacionadas a vestuário. Em 2022, durante a campanha eleitoral, ele usou uma camiseta com uma frase considerada ofensiva por grupos feministas, o que gerou protestos. Na ocasião, o senador defendeu a liberdade de expressão e disse que a peça era uma brincadeira.

Especialistas em marketing político avaliam que erros desse tipo podem ser prejudiciais, especialmente em ano eleitoral. "O vestuário é parte da comunicação não verbal de um político. Um deslize como esse pode passar a impressão de desatenção ou desorganização", analisa a cientista política Maria Santos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Impacto na imagem pública

Pesquisas de opinião realizadas nos dias seguintes ao incidente indicam que 23% dos eleitores do estado do Rio de Janeiro consideram o episódio relevante para sua avaliação do senador. Destes, 15% afirmaram que o fato reduziu sua confiança em Flávio Bolsonaro. No entanto, 58% disseram não se importar com o ocorrido.

A equipe de comunicação do senador minimizou o impacto. Em comunicado oficial, afirmou que "o importante é o conteúdo do discurso, não a vestimenta". O partido também recomendou que os eventos futuros tenham maior controle na distribuição de materiais aos participantes.

Próximos passos

Flávio Bolsonaro deve participar de outros atos políticos nas próximas semanas, com agendas já confirmadas em Niterói e Duque de Caxias. A assessoria garantiu que um protocolo mais rigoroso será adotado para evitar novos incidentes. O senador, por sua vez, não comentou o assunto novamente desde o ocorrido.

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