Após o caso de uma família que ficou 30 minutos presa no elevador do Cristo Salvador, em Sertãozinho (SP), outras pessoas que visitaram o local nos últimos anos afirmam que também passaram por problemas semelhantes. A prefeitura diz que o equipamento passa por manutenção mensal.
Relatos de visitantes
As queixas surgiram nos comentários de um vídeo publicado por Giovana Lucas de Souza Prats nas redes sociais, mostrando o desespero e o resgate da família. O incidente aconteceu na última sexta-feira (3). Em um dos relatos, uma mulher comentou que o problema existe desde a inauguração do monumento em 2014: "Eu e minha família ficamos presos no mesmo lugar, logo quando inaugurou. Ficamos uns 40 minutos e tiveram que vir até os bombeiros. Resumindo, já faz anos e nada muda".
Em outro comentário, uma pessoa afirma que também ficou presa e fala sobre a falta de manutenção ao longo do tempo: "Infelizmente esse problema é antigo. Já fiquei presa com minha família há uns 11 anos". Uma terceira visitante lembrou do risco redobrado ao passear com parentes que têm dificuldade de locomoção e com crianças pequenas: "Finalmente estão falando sobre. Uma vez levei minha tia cadeirante e meu irmão bebezinho para visitar o Cristo. Quando subimos, percebemos que o elevador não estava muito bom. Quando fomos descer, o elevador simplesmente não vinha. Tive sorte que chamaram ajuda e ele voltou a funcionar, mas imagina se ficássemos presos lá dentro. Esse vídeo serve de alerta".
Pânico e botões quebrados
Os desabafos foram feitos na postagem de Giovana, filha do aposentado Gentil Ferreira da Silva, de 65 anos, que estava no elevador que quebrou na sexta-feira. Ele foi ao ponto turístico com a esposa e a neta, de 1 ano, acompanhando uma amiga do casal de São Paulo (SP) e o filho adolescente dela. A visita virou um pesadelo. Segundo Gentil, o grupo entrou no elevador e o equipamento, que deveria parar no terceiro andar, subiu direto para o sexto, quando deu uma pancada violenta. Ele diz que a cabine balançou inteira e chegou a pensar que ia despencar: “Eu acreditei que a gente ia cair, pela pancada que foi. Mas, graças a Deus, o elevador não caiu e a gente ficou bem”.
Ainda segundo Gentil, os botões de emergência, a campainha e o interfone não funcionaram. O grupo afirma que chegou a apertar todas as teclas, mas não conseguiu pedir ajuda pelo sistema interno do monumento. Pelo celular, a mulher de Gentil conseguiu ligar para a filha, que acionou o resgate. Imagens gravadas no local mostram agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) e moradores da região usando ferramentas para forçar a porta e conseguir liberar o grupo. Apesar do susto, ninguém se feriu.
O que diz a prefeitura
Segundo o secretário José Adilson dos Santos, a Prefeitura de Sertãozinho mantém contrato com uma empresa de Ribeirão Preto (SP) para realizar vistorias mensais. Após o resgate de sexta-feira, a empresa foi chamada ao local, fez ajustes técnicos e o elevador voltou a funcionar. Sobre a falha nos botões de socorro, o secretário suspeita que a pane tenha ocorrido por causa da força do impacto da parada brusca. A causa exata, no entanto, ainda não foi detalhada.



