Empréstimo de R$ 6,5 bi para BRB pode custar R$ 1 bi por ano em juros
Empréstimo de R$ 6,5 bi para BRB pode custar R$ 1 bi anuais

O empréstimo que o governo do Distrito Federal pretende contratar nas próximas semanas para recompor o patrimônio do Banco de Brasília (BRB) pode custar mais de R$ 1 bilhão por ano apenas em juros, conforme cálculo de deputados distritais de oposição. A estimativa considera dados preliminares da modelagem financeira, ainda não divulgada oficialmente. A taxa de juros e o prazo de quitação não foram confirmados pelo governo.

Acordo entre DF e União

Nesta terça-feira (2), o governo do DF enviou à Câmara Legislativa um projeto para chancelar o acordo com a União, que prevê um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A base governista não conseguiu quórum mínimo para votar o texto, e o tema deve ser retomado na próxima semana.

Cenários simulados pela oposição

Os deputados Fábio Félix (PSOL) e Gabriel Magno (PT) elaboraram três cenários com base em informações preliminares:

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  • Cenário 1: Com taxa de IPCA + 4,5% ao ano (cerca de 9% anuais) e prazo de 15 anos, o custo total chegaria a R$ 23 bilhões, sendo R$ 17 bilhões em juros. O valor dos juros seria mais que o dobro do montante inicial de R$ 6,5 bilhões.
  • Cenário 2: Com carência de dois anos e juros decrescentes sobre o saldo devedor, o custo total cairia para R$ 13,4 bilhões, com R$ 6,91 bilhões em juros – ainda superior ao valor emprestado.
  • Cenário 3: Com juros de 1,4% ao mês (18,16% ao ano) e 180 parcelas, o custo total seria de R$ 17,84 bilhões, com parcelas mensais de R$ 99 milhões, comprometendo investimentos públicos.

Críticas da oposição

Os deputados criticam a falta de transparência do governo. Gabriel Magno afirmou que a ausência de detalhes sobre a estruturação do empréstimo e do plano de recuperação do BRB dificulta a análise. A TV Globo questionou a Secretaria de Economia do DF, mas não obteve resposta.

Próximos passos

Não há data definida para a assinatura do empréstimo. A expectativa é que a Câmara Legislativa retome a votação na próxima semana. O acordo entre DF e União já foi alvo de análise no Supremo Tribunal Federal (STF).

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