O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ) enfrenta uma crise financeira severa, sem dinheiro sequer para serviços básicos como capinação e tapa-buracos. A nova gestão, liderada pela coronel Gabryela Reis Dantas, já exonerou funcionários e revisou contratos suspeitos, mas precisa de verba extra do governo estadual para realizar obras essenciais.
Falta de recursos compromete manutenção
De acordo com a diretoria do DER, o órgão não dispõe de recursos para manter as estradas em condições mínimas de segurança. Entre os serviços paralisados estão a capinação de margens e o fechamento de buracos, considerados urgentes para evitar acidentes. A situação é crítica em dez pontos de risco elevado, que exigem intervenções imediatas.
Corregedoria criada para investigar contratos
Além da crise financeira, o DER criou uma corregedoria para analisar todos os contratos firmados. Embora prevista no regulamento da fundação, a corregedoria era inexistente até agora. A medida visa identificar irregularidades e responsabilizar gestores anteriores. O Tribunal de Contas do Estado já havia apontado problemas em contratos, resultando em notificações e suspensão de alguns deles.
Pedido de verba extra ao governo
Diante do caixa vazio, a direção do DER solicitou ao governo do estado uma verba extra para cobrir as despesas mais urgentes. Segundo a coronel Gabryela Reis Dantas, “sem esse aporte, não será possível realizar nem mesmo as obras de tapa-buracos, colocando em risco a segurança dos usuários das rodovias”. O pedido está em análise pelo Palácio Guanabara.
Impacto para a população
As más condições das estradas afetam diretamente a população, que enfrenta buracos, falta de sinalização e riscos de acidentes. Motoristas e moradores de áreas próximas às rodovias estaduais cobram soluções rápidas. A expectativa é de que, com a liberação da verba extra, os serviços possam ser retomados em até 30 dias.



